Brasília (DF) – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal dois pareceres que apontam “dor intensa” e necessidade de cirurgia no ombro direito, argumento que pode influenciar seu atual regime de prisão domiciliar.
- Em resumo: Relatórios detalham dor intermitente, uso contínuo de analgésicos e fase pré-operatória.
O que dizem os especialistas
No primeiro documento, o fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas descreve “limitação funcional significativa” desde 30 de março, quando passou a atender Bolsonaro em casa. Segundo o profissional, a situação impede exercícios mais ativos e exige acompanhamento pré-operatório.
Já o médico Brasil Caiado reforça o quadro de dores intermitentes e recomenda manter a medicação analgésica. Ambos convergem na indicação cirúrgica, indicando que a recuperação só deve avançar após o procedimento.
“O paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante”, registra Kleber Caiado.
Impacto jurídico e estado de saúde
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde que recebeu alta de um quadro de pneumonia; antes, estava detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado em setembro passado.
A condição médica reforça o pedido da defesa para manter ou até ampliar benefícios humanitários. Paralelamente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou: o marido estaria há seis dias sem soluços e já realiza sessões de fisioterapia, indicando leve melhora respiratória.
Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan
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