Um delegado da Polícia Civil de São Paulo afirmou, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Metanol, que aproximadamente 40% das bebidas vendidas no estado apresentam algum tipo de adulteração. A oitiva ocorreu na noite desta terça-feira, 28 de outubro de 2025, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
De acordo com o policial, responsável por investigações sobre fraudes em bebidas alcoólicas, a adição de substâncias tóxicas como o metanol é a prática mais comum. Ele ressaltou que o consumo desses produtos pode causar intoxicações graves e até óbitos.
Durante a sessão, integrantes da CPI pediram o fortalecimento da fiscalização sobre fábricas clandestinas e distribuidores informais. O delegado relatou que a maior parte das falsificações é identificada em operações conjuntas com a Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura, mas destacou a necessidade de recursos para ampliar as inspeções.
A audiência desta terça-feira ocorreu poucas horas depois de a Câmara dos Deputados aprovar, em plenário, o projeto de lei que classifica a adulteração de bebidas alcoólicas como crime hediondo. O texto segue agora para análise do Senado.
Informações sobre os próximos depoimentos serão definidas pelos parlamentares nas próximas reuniões da CPI, que investiga o impacto do metanol na saúde pública e as responsabilidades da cadeia produtiva de bebidas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o metanol pode provocar cegueira e falência múltipla de órgãos quando ingerido, reforçando a preocupação das autoridades com a adulteração de bebidas.
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Resumo: Em depoimento à CPI do Metanol, delegado da Polícia Civil de São Paulo revelou que 40% das bebidas comercializadas no estado são adulteradas, principalmente com metanol. Parlamentares cobraram reforço na fiscalização e destacaram projeto que torna a prática crime hediondo. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta notícia.
Com informações de Agência Brasil
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