São Paulo/SP – Um ataque hacker detectado na manhã de 22/03 drenou cerca de R$ 100 milhões do BTG Pactual, levando o banco a bloquear todas as transações via PIX enquanto rastreia parte do valor ainda não recuperado.
- Em resumo: desvio milionário atingiu apenas recursos do próprio BTG; contas de clientes seguem intactas.
Como o golpe escapou dos radares internos
Segundo interlocutores do mercado, a ação criminosa explorou uma vulnerabilidade específica na integração do banco com o sistema de pagamentos instantâneos. O Banco Central identificou movimentações atípicas e avisou a instituição antes que o rombo aumentasse.
Fontes próximas às investigações dizem que aproximadamente R$ 60 milhões já foram rastreados e bloqueados; o restante, estimado entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, ainda está em busca ativa pelas equipes antifraude.
“Não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados”, garantiu o BTG em nota, reiterando que a suspensão do PIX é preventiva.
O que muda para correntistas e para o mercado
Com o PIX fora do ar, clientes do BTG enfrentam transferências limitadas a TEDs ou boletos até a conclusão da perícia técnica. Especialistas alertam que brechas localizadas, como a apontada no caso, reforçam a necessidade de camadas extras de monitoramento em tempo real.
A ofensiva também acende sinal amarelo no setor financeiro: somente em 2025, golpes similares provocaram perdas superiores a R$ 1,3 bilhão, segundo dados da Febraban. A rápida atuação do regulador e a transparência do BTG devem mitigar danos reputacionais, mas analistas não descartam reflexos temporários nas ações do banco.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG
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