Brasília, DF – Às 17h desta segunda-feira (23), Michelle Bolsonaro entra no Supremo Tribunal Federal para um encontro reservado com Alexandre de Moraes, poucas horas depois de a Procuradoria-Geral da República recomendar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O movimento, descrito por aliados como “peça que faltava”, pode redefinir o destino imediato do ex-presidente, hoje detido no presídio militar da Papudinha.
- Em resumo: bastidor aponta Flávio Bolsonaro como articulador-chave que convenceu Moraes a aceitar a domiciliar.
Como a visita virou o ponto de virada
A manifestação favorável do procurador-geral Paulo Gonet acendeu o sinal verde para discutir quem conduzirá a transferência de Bolsonaro para casa. Segundo dados da Câmara Federal, decisões desse tipo costumam ganhar velocidade quando há consenso político e técnico.
Nos bastidores, parlamentares relatam que a reunião de Flávio Bolsonaro com Moraes, em 17 de março, foi o gatilho. A conversa, classificada como “tranquila e objetiva”, teria dissipado resistências no gabinete do ministro.
“Depois da conversa com Flávio, Moraes saiu convencido da domiciliar. Era só ter a conversa com a PGR”, confidenciou um aliado.
O papel silencioso de Michelle e o cálculo de imagem
Enquanto o senador assumia a linha de frente, Michelle manteve contato discreto com interlocutores do STF. A ex-primeira-dama aposta que sua presença pode reforçar a ideia de estabilidade familiar, argumento que pesa na avaliação sobre prisão em regime domiciliar.
Aliados notam também uma mudança de percepção: Moraes estaria mais confortável dialogando com Flávio, visto como “moderado” e menos propenso a ataques contra o tribunal que marcaram o pai no passado.
Crédito da imagem: Divulgação
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