ARACAJU/SE – Alarmada por quatro feminicídios registrados somente em março, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) intensificou uma maratona de palestras, caminhadas e exibições de filmes para pressionar autoridades e sociedade a reagirem já contra a escalada da violência de gênero.
- Em resumo: Quatro mortes motivaram ações em todas as regionais da OAB/SE e um apelo público por políticas permanentes de proteção às mulheres.
Roteiro pelo estado expôs números alarmantes
Desde 1º de março, a campanha “Advocacia por Elas” levou representantes da OAB/SE às 13 regionais da entidade. Nas paradas, temas como medidas protetivas e rede de apoio foram destrinchados, enquanto os participantes eram confrontados com o dado de que, em 2025, 15 mulheres foram vítimas de feminicídio em Sergipe—um salto de 50% em relação a 2024, de acordo com levantamento do Atlas da Violência.
O ponto alto ocorreu em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com a Caminhada Advocacia por Elas, conclamada a ocupar as ruas de Aracaju. Já em 23 de março, colaboradores da instituição assistiram ao curta sergipano “O Preço do Descanso”, que narra um episódio real de agressão doméstica e encerrou a etapa presencial da mobilização.
“Essa violência precisa parar, e isso só vai acontecer com educação, legislação forte e uma rede de proteção atuante”, frisou a vice-presidente Edênia Mendonça.
Rede de proteção atuará o ano inteiro
Embora março concentre as ações de visibilidade, a OAB/SE promete manter a pauta na linha de frente durante os próximos meses. A Comissão de Defesa do Direito da Mulher, a Ouvidoria da Mulher e a Procuradoria da Mulher formarão um núcleo permanente para acolher denúncias e articular respostas junto às forças de segurança.
Para Andrea Leite, secretária-geral da seccional, a continuidade é vital: “Estamos em 2026 e ainda vemos mulheres punidas por terem opinião própria. Mudar esse cenário exige vigilância diária”.
A presidente da Comissão, Laila Leandro, reforça que a entidade voltará às regionais sempre que necessário, lembrando que “essa luta é de todos”, inclusive de quem não integra a advocacia.
Ao acompanhar outras coberturas da editoria de segurança pública em nosso site, o leitor pode entender como políticas de enfrentamento vêm sendo discutidas no estado.
Crédito da imagem: Divulgação / OAB/SE
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