SÃO PAULO/SP – Em uma cerimônia lotada na Assembleia Legislativa, realizada na noite de sexta-feira (27), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, oficializou sua saída do MDB e ingresso no PSB para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano, encerrando um vínculo partidário que durou quase três décadas.
- Em resumo: Tebet chamou o PSB de “segunda e última morada” e reforçou aliança com o governo Lula.
Bastidores: por que a mudança mexe no xadrez eleitoral
Nos bastidores petistas e socialistas, a filiação é vista como peça-chave para robustecer a possível chapa Lula-Haddad em São Paulo. Parlamentares lembram que o estado concentra o maior colégio eleitoral do país e pode definir a correlação de forças no Congresso. Dados da Câmara dos Deputados mostram que São Paulo elege 70 parlamentares federais, fatia decisiva na aprovação de projetos econômicos.
A chegada de Tebet ao PSB também agrada ao vice-presidente Geraldo Alckmin, presente no evento, que busca ampliar a bancada socialista e conter o avanço de siglas de direita no território paulista.
“Eu, no juramento final, digo que tenho convicção que esta é minha segunda e última morada”, afirmou Simone Tebet diante de correligionários.
Efeito cascata: alianças, verbas e palanques regionais
Analistas preveem que a troca de legenda facilite acordos regionais: prefeitos socialistas ganharão um palanque com visibilidade nacional, enquanto o Planalto assegura uma voz leal no Senado caso Tebet seja eleita.
O presidente nacional do PSB, João Campos, celebrou a filiação ao lado de Márcio França, Jonas Donizette, Caio França e Tabata Amaral. Todos reforçaram que Tebet terá liberdade para articular emendas e repasses orçamentários, tema sensível para municípios paulistas que dependem de recursos federais.
Crédito da imagem: Divulgação
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