WASHINGTON, EUA – Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) deste sábado (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu tom eleitoral ao prometer combater a “agenda woke”, o ambientalismo radical e os interesses das elites globais, caso se confirme como candidato ao Planalto.
- Em resumo: Senador se apresenta como “Bolsonaro 2.0” e liga prisão do pai a conspiração global.
Da retórica ao plano de ação
Em discurso que arrancou aplausos da plateia norte-americana, Flávio exibiu fotos da visita de Jair Bolsonaro a Donald Trump, lembrando que o ex-presidente brasileiro foi “o último líder mundial” a reconhecer Joe Biden. Na sequência, comparou a situação jurídica do pai à de Trump e afirmou que ambos enfrentam perseguição de um mesmo establishment político.
O senador sustenta que “as mesmas pessoas” que prenderam Jair Bolsonaro libertaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “condenado várias vezes por corrupção”, para recolocá-lo no poder, o que, segundo ele, teria mergulhado o Brasil em crise econômica e no avanço de cartéis do narcotráfico.
“Meu pai foi encarcerado por defender valores conservadores sem medo e por enfrentar o sistema com tudo o que tinha”, cravou Flávio.
Minerais críticos: Brasil como carta na manga dos EUA
Ao virar o foco para a geopolítica, o pré-candidato lembrou que os Estados Unidos ainda dependem da China para cerca de 70% das importações de terras-raras, minerais essenciais para a indústria de defesa e para a inteligência artificial. De acordo com o senador, Pequim controla 70% da mineração global e mais de 90% do refino desses insumos.
Flávio afirmou que o Brasil pode ser solução para essa vulnerabilidade americana, ressaltando que, sem diversificação de fornecedores, “a segurança nacional dos EUA fica exposta” e a inovação tecnológica “estagna”. Ao final, reiterou que Lula seria “abertamente antiamericano” e estaria alinhado à China “em grande escala”.
Crédito da imagem: Divulgação
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