Aracaju/SE – Na última segunda-feira, 30 de março de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentou, durante o terceiro Colegiado Interfederativo Estadual, um protocolo inédito de Pré-Natal de Risco Habitual que promete reorganizar todo o fluxo de cuidado à gestante em Sergipe e atacar de frente a mortalidade materna.
- Em resumo: Diretriz padroniza consultas, exame precoce e manejo de anemia, infecções e diabetes, integrando UBS e hospitais.
O que muda do primeiro teste ao parto
O documento, alinhado às orientações do Ministério da Saúde, cria uma linha de cuidado que começa na captação precoce da gestante na Unidade Básica de Saúde e segue até a alta hospitalar. Entre as novidades estão a estratificação automática de risco, calendário fixo de sete consultas mínimas e protocolos para condições como síndromes hipertensivas, garantindo rapidez no encaminhamento para maternidades de referência.
Profissionais passam a seguir checklists unificados — desde exames de sangue até avaliação odontológica — reduzindo falhas de registro e agilizando o diagnóstico de complicações frequentes.
“O colegiado é o espaço para pactuar decisões que impactam a vida da população, fortalecendo a atenção primária e salvando mães sergipanas”, destacou o secretário estadual da Saúde, Jardel Mitermayer.
Rede integrada e impacto imediato
Além do protocolo, os gestores pactuaram uma linha de cuidado materna que inclui casos de alto risco, garantindo leitos e transporte regulado para parturientes. A iniciativa converge com o Programa Opera Sergipe, responsável por mais de 38 mil cirurgias eletivas, diminuindo filas e liberando capacidade hospitalar para emergências obstétricas.
As regras de utilização das emendas parlamentares estaduais também foram alinhadas, priorizando recursos para equipamentos de pré-natal e treinamento de equipes. Secretários municipais, como Camila Lima, de Carira, apontaram o encontro como vital para “trocar experiências e levar soluções concretas às gestantes que mais precisam”.
No curto prazo, a SES espera reduzir atrasos de diagnóstico, ampliar testes de anemia e infecção urinária e, principalmente, evitar mortes por complicações evitáveis — meta que coloca Sergipe na rota de estados que cumprem as metas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para saúde materna.
Crédito da imagem: Divulgação / SES
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