Brasília, DF – Em cerimônia que marcou os 82 anos da Polícia Federal, o diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que “a PF não protege nem persegue”, reforçando que nenhuma investigação sofre interferência política ou ideológica.
- Em resumo: Chefe da PF citou a quebra de sigilo de Lulinha e o caso Banco Master para provar isenção.
Por que o discurso veio agora?
O recado público ocorre enquanto avançam as apurações sobre o Banco Master e após a corporação solicitar a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ao frisar neutralidade, Andrei tenta blindar a PF de suspeitas de uso político, num momento em que o Congresso monitora de perto a atuação de órgãos de controle — veja dados na Câmara dos Deputados.
Ele ainda elogiou a cooperação do Banco Central, comandado por Gabriel Galípolo, considerada essencial para rastrear operações financeiras suspeitas.
“A Polícia Federal não protege nem persegue. Aqui a gente trabalha com isenção”, declarou Andrei Rodrigues.
Decisões do STF e tensão sobre o Coaf
A fala também mirou a recente limitação imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao acesso de Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf, órgão chefiado por Ricardo Saadi. Andrei classificou o trabalho de Saadi como “digno de registro”, num gesto de apoio em meio às críticas.
Nos bastidores, delegados veem o movimento como tentativa de garantir fluxo de informações para investigações que envolvem autoridades e seus familiares, evitando que a decisão do STF paralise casos sensíveis.
Crédito da imagem: Divulgação
Você acredita que a PF conseguirá manter essa postura de isenção em inquéritos que atingem figuras poderosas? Confira outras análises na nossa editoria de Política.
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