Washington, EUA – Um relatório recém-divulgado pela Casa Branca coloca o Pix no centro de uma disputa comercial: o sistema brasileiro, regulado pelo Banco Central, estaria “desequilibrando” o mercado em favor de bancos locais e contra gigantes como Visa e Mastercard, segundo o governo Trump.
- Em resumo: Washington alega que a obrigatoriedade do Pix para bancos grandes prejudica empresas de cartão dos EUA.
Por que o Pix incomoda Washington
O documento sustenta que o Banco Central do Brasil teria criado um ambiente preferencial para o pagamento instantâneo, exigindo sua oferta por instituições com mais de 500 mil contas. Na prática, isso reduziria as taxas cobradas por operadoras de cartões internacionais.
Apesar de não citar valores, o recado é claro: cada transação que migra para o Pix significa menos receita para bandeiras norte-americanas, um mercado estimado em bilhões de dólares ao ano.
“O Banco Central parece favorecer serviços próprios de pagamento, prejudicando fornecedores americanos”, diz o relatório.
Outros pontos de pressão sobre o Brasil
A ofensiva não se limita ao setor financeiro. O mesmo relatório critica a mineração ilegal de ouro – que representaria 28% da produção nacional – e aponta que até 90% da madeira extraída da Amazônia seria ilegal, afetando empresas que seguem padrões ambientais.
O texto lista ainda o projeto de lei dos Mercados Digitais, atrasos na regulamentação da LGPD, taxas sobre satélites estrangeiros e possíveis multas de até 20% do faturamento global de grandes plataformas. Todos são tratados como barreiras que podem limitar a competitividade de companhias dos EUA.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
Quer saber como essas discussões podem afetar outros setores da economia brasileira? Confira mais análises em nossa editoria de economia.
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