Brasília – Em meio ao vácuo de poder no Rio de Janeiro, o presidente do STF, Edson Fachin, informará na próxima segunda-feira (30) a pauta de abril da Corte, que deve incluir o julgamento presencial, nos dias 8 e 9, do futuro modelo de escolha para o mandato-tampão de governador fluminense.
- Em resumo: Eleição indireta está suspensa; plenário decidirá entre voto secreto ou nova ida às urnas.
Por que o tema voltou à estaca zero?
A disputa ganhou novo fôlego depois que o ministro Cristiano Zanin congelou, na sexta-feira (28), o rito de eleição indireta previsto em lei estadual. A norma da Alerj previa voto aberto e apenas 24 h de prazo para que autoridades se desincompatibilizassem.
No plenário virtual, a maioria dos ministros já havia fixado voto secreto e mantido o prazo de 24 h, mas quatro integrantes – Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o próprio Zanin – defenderam eleição direta, apontando “desvio de finalidade” na renúncia de Cláudio Castro na véspera de ser tornado inelegível pelo TSE.
“Houve manobra para manter o mesmo grupo no poder, o que fere a legitimidade do processo”, registrou o voto de Zanin.
Próximos passos e impacto para o eleitor fluminense
Nos bastidores, ministros admitem não haver consenso. Técnicos do Tribunal apontam dificuldade logística para organizar duas votações de grande porte em ano eleitoral, mas reconhecem que a legitimidade popular pode pesar contra escolha indireta.
Se a Corte optar por nova eleição direta, partidos terão janela curta para lançar nomes competitivos, e o calendário tende a espremer alianças. Já a manutenção da escolha pela Alerj, mesmo com voto secreto, ampliaria o risco de ingerência política e de grupos criminosos no resultado final.
Crédito da imagem: Divulgação / STF
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