Venda Nova do Imigrante/ES – Um método de desidratação criado pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) está convertendo frutas e legumes que perderiam valor de mercado em um “couro vegetal” comestível, sem glúten, lactose ou açúcar, ampliando a renda de agricultores familiares da região.
- Em resumo: técnica reaproveita excedentes maduros, gera produto maleável e já capacitou dez produtores locais.
Como a ideia saiu do laboratório para o campo
Dentro do projeto InovaTech, pesquisadores do Ifes batem os alimentos até obter um purê, espalham o conteúdo em camadas finas e levam à desidratadora por até 36 horas. O resultado é uma lâmina flexível, pronta para virar flores decorativas, enroladinhos ou mesmo massa de lasanha. Dados de relatório do Ministério da Agricultura apontam que até 30% da produção hortifrutícola brasileira se perde antes de chegar ao consumidor; a iniciativa ataca justamente esse gargalo.
Em apenas seis meses de testes, o grupo avaliou pitaya, limão-siciliano, goiaba, maracujá, tomate e até borra de café. Todo o passo a passo foi reunido em uma cartilha que acompanha o kit de desidratação distribuído aos produtores.
“É a fruta que não teria mais valor de banca voltando ao mercado como produto premium”, destaca Zâmora Santos, coordenadora do Núcleo Incubador do Ifes.
Do descarte ao lucro: histórias que inspiram
A produtora Vanuza Rosa Falqueto viu limões-sicilianos e palmito juçara, antes empilhados sem comprador, virarem medalhões e flores comestíveis vendidos a confeitarias. Já Maria Dalva Garcia Andrerão prepara as primeiras lâminas de jabuticaba, apostando na diversificação para ampliar a renda da família.
Além de reduzir perdas em propriedades de pequena escala, o projeto garante acompanhamento pós-curso: técnicos ajudam na formação de preço, rotulagem e estratégias de marketing para que o couro vegetal chegue às prateleiras locais ainda em 2026.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Gazeta
Quer saber como outras iniciativas sustentáveis estão mudando o cenário agro no estado? Confira mais na editoria de Meio Ambiente.
E você? Acredita que a tecnologia pode zerar o desperdício de alimentos na pequena produção? Participe nos comentários e acompanhe as próximas reportagens da seção!
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








