Contran – Na volta do feriado, pais e responsáveis precisam redobrar a atenção: transportar a criança na posição errada pode render multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e, pior, colocar vidas em risco.
- Em resumo: Só crianças a partir de 10 anos ou 1,45 m estão liberadas do assento de retenção no banco traseiro; exceções são raras e fiscalizadas.
Quando a lei permite o banco da frente
A Resolução 819 do Conselho Nacional de Trânsito define que o banco dianteiro só é opção para crianças em quatro situações específicas: veículo sem banco traseiro, uso exclusivo de cintos de dois pontos atrás, lotação completa de crianças no banco traseiro ou quando o passageiro já tem 10 anos e utiliza o cinto de três pontos.
Mesmo nesses cenários, a cadeirinha ou o assento de elevação deve ser certificado segundo a Polícia Rodoviária Federal; improvisações sem selo do Inmetro não contam.
“Sem um equipamento que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular.
Como escolher e trocar o dispositivo certo
O bebê conforto serve até 13 kg ou cerca de 1 ano. Depois, a cadeirinha cobre de 9 kg a 18 kg (até 4 anos) e, na sequência, entra o assento de elevação, obrigatório até 7 anos ou enquanto a altura não alcançar 1,45 m. Modelos multigrupo, certificados pelo Inmetro, acompanham o crescimento e reduzem custos.
A troca deve priorizar conforto e ajuste do cinto. Se a cabeça já ultrapassa o limite do bebê-conforto, é hora de migrar, ainda que a idade mínima não tenha chegado.
Isofix e dicas extras de instalação
Veículos fabricados a partir de 2020 saem de fábrica com pontos Isofix, ancoragem que impede folgas na fixação. Caso o carro só tenha cintos de dois pontos atrás, a recomendação dos especialistas é levar a cadeirinha para a frente, desligar o airbag e recuar totalmente o banco, reduzindo o impacto em colisões.
Jamais adapte uma cadeirinha de três pontos em cinto abdominal: em testes de colisão, a estrutura não trabalha corretamente e a proteção simplesmente falha.
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Crédito da imagem: Divulgação
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