Piedade (SP) – Galhos carregados, filas de turistas e uma expectativa de 50 toneladas marcam a safra de caqui que, nesta temporada, promete faturar alto e manter viva uma tradição iniciada há sete décadas pela família Sakaguti.
- Em resumo: produção cresce 20% e evento “colha e pague” deve receber 10 mil visitantes.
Safra recorde turbinada pelo clima e pela técnica
As chuvas bem distribuídas e o frio moderado do último inverno formaram o cenário perfeito para o caquizeiro. O resultado é uma carga acima da média nos cerca de mil pés da variedade Fuyu mantidos no sítio da família. Dados do IBGE apontam que São Paulo responde por metade de todo o caqui colhido no país, e Piedade desponta como polo graças a práticas de manejo que prolongam a vida das árvores.
Entre elas está a lavagem anual dos troncos para remover musgo — técnica japonesa que mantém algumas plantas produtivas por quase 70 anos, reduzindo custos com replantio e elevando a rentabilidade.
“A expectativa é colher 50 toneladas nesta safra, cerca de 20% a mais do que no ano anterior”, afirma o produtor Erik Sakaguti.
Experiência japonesa transforma lavoura em atração turística
Todo o volume colhido pelos Sakaguti fica na própria fazenda: o visitante entra no pomar, enche o cesto e paga pelo que levar. A combinação de fruta fresca e selfie em meio aos galhos deve atrair cerca de 10 mil pessoas, incluindo estrangeiros curiosos pela vivência rural com sotaque nipônico.
Em Pilar do Sul, a vizinha Naomi Jojima também aposta na cultura do caqui para preservar a identidade da colônia japonesa, mesmo com preços de venda menores do que em 2025. A projeção, no entanto, é de aumento do volume total, compensando a queda na cotação.
No cenário regional, especialistas veem o “colha e pague” como rota alternativa de renda: agrega valor, movimenta comércio local e espalha a tradição além das porteiras.
Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM
Para saber como outras cadeias do agro estão inovando em tempos de mercado instável, confira a editoria de Economia.
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