SÃO PAULO – Durante o 68º Congresso Estadual de Municípios, nesta terça-feira (7), o ex-presidente Michel Temer afirmou ter deixado o Brasil “em ordem”, exibiu indicadores econômicos de sua gestão e defendeu uma reforma no pacto federativo para liberar mais recursos às prefeituras.
- Em resumo: Temer usou PIB, juros e inflação para reforçar seu legado e cobrou divisão de verbas mais justa entre União, Estados e cidades.
PIB, juros e inflação: os números que embasam o discurso
Ao falar para prefeitos e vereadores, Temer recordou que o Produto Interno Bruto saiu de terreno negativo para alta de 1,8% em 2018, enquanto a taxa básica de juros recuou de 14,25% para 6,5% e a inflação despencou de 10,6% para 2,75%. Os dados, segundo ele, comprovam que sua gestão entregou estabilidade econômica e “transição pacífica”.
O ex-presidente ainda criticou a “sobreposição de regras” impostas por Estados e União aos municípios, argumento que dialoga com o debate sobre revisão do pacto federativo em tramitação na Câmara dos Deputados.
“Eu recuperei o PIB que era negativo, diminuí os juros e a inflação. Nós entregamos o país em ordem”, declarou Temer.
Prefeitos pressionados pela reforma tributária
O encontro, promovido pela Associação Paulista de Municípios (APM), também funciona como termômetro para as eleições deste ano. Estudos apresentados no evento projetam impacto desigual da reforma tributária: algumas cidades podem perder receitas e já consideram elevar o IPTU.
Fred Guidoni, presidente da APM, reforçou que desde 1988 as prefeituras acumulam responsabilidades — de educação primária à criação de Guardas Civis — sem a devida compensação financeira. Ele cobra que “quem presta o serviço receba a parte justa do bolo tributário”.
Temer endossou o apelo e sugeriu que o Congresso debata não só a repartição de competências, mas, sobretudo, a repartição de recursos, para que as administrações locais atendam às demandas crescentes da população.
Crédito da imagem: Divulgação
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