Pesquisa Quaest – Divulgada em 15 de abril, a sondagem ouviu 2.004 brasileiros e revelou que mais de sete em cada dez pessoas carregam dívidas, enquanto sete em cada dez defendem que o governo amplie programas de renegociação para aliviar o aperto financeiro.
- Em resumo: 72% admitem estar endividados; 70% querem mais dinheiro público no Desenrola Brasil.
Endividamento em números: quanto pesa?
Segundo o levantamento encomendado pela Genial Investimentos, 29% dizem ter “muitas dívidas” e 43% “poucas dívidas”. Apenas 28% declaram não dever nada. O estudo, registrado no TSE (BR-09285/2026), tem margem de erro de dois pontos.
O retrato coincide com alertas de instituições como a Banco Central, que aponta o cartão de crédito como principal vetor do endividamento de 101 milhões de consumidores.
70% dos entrevistados apoiam o uso de mais recursos federais para renegociação de débitos.
Programas de alívio sob pressão
O Desenrola Brasil, carro-chefe da renegociação, é aprovado por 46% da população (ante 42% em dezembro). Outros 45% ainda nem conhecem a iniciativa, sinalizando amplo espaço para reforço de comunicação.
Apesar do esforço oficial, metade dos entrevistados percebe deterioração da economia nos últimos 12 meses e 71% afirmam que o poder de compra encolheu. Já 72% notaram alta no preço dos alimentos, 14 pontos acima do registro de março.
Expectativa: melhora ou freio de mão?
O otimismo também perdeu fôlego: a fatia que aposta em melhora econômica caiu de 48% em janeiro para 40% em abril, enquanto 32% projetam piora. Para 23%, nada deve mudar.

Ainda sobre políticas públicas, 31% dizem ter sido beneficiados pela nova faixa de isenção do IR até R$ 5 mil, contra 66% que não sentiram impacto.
No fim das contas, a pesquisa escancara um paradoxo: endividamento recorde e expectativa moderada, mas apoio massivo a programas que aliviem as contas – e a conta deve chegar aos cofres públicos.
Você se sente representado por esses números? Acompanhe mais análises na editoria de Economia.
Crédito da imagem: Divulgação
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