Entre os dias 25 e 27 de maio de 2026, o Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Aracaju) percorreu oito supermercados distribuídos em diferentes zonas da capital para conferir quanto o sergipano está pagando pelos produtos que compõem a cesta básica. O levantamento, que integra a rotina mensal do órgão vinculado à Secretaria da Segurança e Cidadania (SSM/AJU), avaliou 57 itens considerados indispensáveis no dia a dia das famílias.
Os resultados confirmam que pesquisar antes de encher o carrinho segue sendo a melhor estratégia para quem quer economizar. O café em pó de 250 gramas, por exemplo, foi encontrado custando de R$ 12,49 a R$ 16,80 — diferença que pode deixar quase duas embalagens pagas ao final do mês para quem consome o produto diariamente. Já o biscoito cream cracker de 350 gramas apresentou preços entre R$ 2,49 e R$ 5,49, o que representa uma variação de 120%.
No setor de proteínas animais, o quilo do coxão duro variou de R$ 33,99 a R$ 47,99. O frango congelado, alternativa mais barata na mesa de muitos aracajuanos, custou de R$ 8,85 a R$ 12,90. Entre as hortaliças, chamou atenção a cenoura, com valores que foram de R$ 5,99 a R$ 13,99 por quilo, e o tomate, que oscilou entre R$ 7,49 e R$ 12,99.
“A pesquisa acontece em todas as épocas do ano justamente para que a população saiba quais estabelecimentos oferecem os melhores valores, mesmo diante das oscilações mensais. Procuramos divulgar os itens mais consumidos pela população, dando ainda mais visibilidade à ação”, explicou Mariana Alves, coordenadora de Estudos, Pesquisa e Educação do Procon Aracaju.
Além de indicar onde cada produto pode ser comprado com menor impacto no bolso, o levantamento serve como termômetro das variações de preço provocadas por safra, logística, oferta e demanda. O consumidor que quiser conferir a lista completa — com marcas, peso das embalagens e valores praticados — pode solicitá-la presencialmente na sede do Procon, localizada na avenida Barão de Maruim, nº 867, bairro São José, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. O material também está disponível para download no portal institucional do órgão.
Em caso de dúvidas sobre direitos do consumidor ou para registrar reclamações, o cidadão pode telefonar para o número (79) 3179-6040 ou acionar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelo 151. A orientação do Procon é que o consumidor guarde notas fiscais, confira datas de validade e, sempre que possível, compare ofertas entre diferentes estabelecimentos antes de concluir a compra.
O próximo balanço de preços deverá ser divulgado em junho, e o órgão reforça que a participação popular, por meio de denúncias de abusos, contribui para um mercado mais justo e competitivo na capital sergipana.

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