A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, deixou o Hospital Santa Lúcia, em Brasília, na manhã de 1º de junho de 2026, dois dias depois de ser internada para tratar um quadro de pneumotórax. Conforme o boletim médico divulgado pela instituição, a chefe do Executivo brasiliense foi submetida a um procedimento de drenagem pleural na noite do sábado, 30 de maio, que transcorreu sem intercorrências.
Os médicos Alberto Mendonça e Sergio Murilo, responsáveis pelo atendimento, informaram que o exame radiológico de controle apresentou “resultado satisfatório”, sinalizando boa recuperação pulmonar. Depois da avaliação clínica realizada ainda nas primeiras horas desta segunda-feira, a equipe considerou que não havia mais necessidade de mantê-la hospitalizada.
“A paciente evoluiu bem, com reexpansão total do pulmão e parâmetros respiratórios estáveis”, destacou o relatório assinado pelos profissionais.
No sábado, Celina Leão deu entrada no centro médico apresentando falta de ar súbita e dor torácica intensa, sintomas clássicos do pneumotórax — condição caracterizada pela presença de ar no espaço entre o pulmão e a parede do tórax. Em casos leves, o organismo pode reabsorver o ar espontaneamente, mas, quando o colapso é maior, como o registrado na governadora, a drenagem é indicada para restabelecer a expansão pulmonar e evitar complicações, como taquicardia e queda de saturação de oxigênio.
O retorno às atividades administrativas ocorrerá de forma gradual. Assessores próximos afirmam que Celina dedicará os próximos dias a despachos internos no Palácio do Buriti, priorizando reuniões virtuais até a completa recomposição da capacidade respiratória. A recomendação médica inclui repouso relativo, sessões de fisioterapia pulmonar e acompanhamento ambulatorial nas próximas semanas.
Durante o período de internação, o vice-governador Paco Britto assumiu interinamente a agenda externa do governo, participando de encontros sobre a operação financeira de até R$ 6,5 bilhões destinada a socorrer o Banco de Brasília (BRB). Na sexta-feira, 31 de maio, GDF e União fecharam o acordo que viabiliza o empréstimo, tema que segue sob monitoramento do Executivo local.
Casos de pneumotórax podem ocorrer após traumas torácicos, esforço físico intenso ou até de forma espontânea, sobretudo em pessoas altas, magras ou com doenças pulmonares prévias. A taxa de incidência é considerada baixa, mas a agilidade no diagnóstico faz diferença. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia, a maioria dos pacientes retorna às atividades habituais em até duas semanas, desde que siga corretamente as orientações de repouso e reabilitação.
Diante do quadro estável e do bom prognóstico, a expectativa é que Celina Leão reassuma eventos públicos ainda neste mês. A secretaria de Comunicação do DF informou que boletins sobre a evolução clínica serão divulgados somente se houver mudanças significativas no estado de saúde da governadora.
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