O Circuito BNB Cultural desembarca em Aracaju com duas propostas artísticas que, embora distintas, prometem movimentar a agenda cultural da capital sergipana nesta primeira semana de junho. A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste (Prodeter), cujo objetivo é descentralizar ações de arte e cultura, alcançando diferentes bairros da Grande Aracaju e estimulando a formação de novos públicos.
A abertura da programação ocorre na terça-feira, 2 de junho, às 20h, no palco do Teatro Tobias Barreto, com o espetáculo “Rosas do Oriente”. A montagem reúne dançarinas sergipanas e convidadas de outros estados em coreografias inspiradas na cultura cigana. As sequências enfatizam a força, a delicadeza e a sororidade feminina, valorizando a presença da mulher nos processos criativos da dança.
“Rosas do Oriente” destaca a união entre mulheres por meio da arte e da dança
Durante pouco mais de uma hora, o público acompanhará variações de ritmo, figurinos repletos de cores vibrantes e a execução de instrumentos de percussão que reforçam a atmosfera temática do Oriente. Segundo a produção, cada ato sugere, por meio de movimentos circulares e giros característicos, valores como coletividade, resistência cultural e celebração da identidade feminina.
Do universo delicado da dança cigana, o Circuito migra para sonoridades mais pesadas dois dias depois. Na quinta-feira de feriado, 4 de junho, acontece a primeira edição do Inferis Diabolicus, programação dedicada ao death metal. O ponto de encontro é o bar O Boteco, localizado no bairro Coroa do Meio. A partir das 22h, a banda baiana Infected Cells sobe ao palco oferecendo composições rápidas e marcadas por riffs agressivos, apresentando a fusão de velocidade, brutalidade e precisão técnica típica do gênero.
Na sequência, às 23h30, quem assume os amplificadores é o grupo Devouring, também de Simões Filho (BA). O repertório do quinteto traz influências de nomes consagrados da cena mundial, como Cannibal Corpse e Immolation, misturadas à pegada própria do metal nordestino. O show encerra a noite com passagens que transitam entre linhas vocais guturais e solos cheios de variações rítmicas.
Apesar de estilos tão distintos, as duas datas têm algo em comum: o compromisso do Circuito BNB Cultural em oferecer acesso gratuito a expressões artísticas variadas. A curadoria aposta na diversidade para aproximar a iniciativa de diferentes faixas etárias e gostos musicais.
Para quem deseja garantir lugar no Teatro Tobias Barreto, a orientação da organização é chegar com antecedência, pois a ocupação seguirá a ordem de chegada. Já no Coroa do Meio, a entrada também será franca, mas sujeita à lotação do espaço. Em ambos os casos, menores de 16 anos deverão estar acompanhados de responsáveis.
Além de fomentar a cena cultural, o circuito beneficia artistas locais, técnicos e trabalhadores do setor de eventos, gerando receita em bares, restaurantes e pequenos comércios do entorno. A expectativa é que, ao longo do mês, outras apresentações sejam confirmadas em municípios vizinhos, fortalecendo a economia criativa sergipana por meio de parcerias público-privadas.
Com dança cigana na terça e death metal na quinta, o público de Aracaju tem a oportunidade de percorrer, em apenas dois dias, um arco cultural que vai do flamenco orientalizado às distorções mais intensas do metal extremo. A pluralidade é o cartão-de-visita de uma programação que, pouco a pouco, consolida o Circuito BNB Cultural como uma plataforma de difusão da arte no Nordeste.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








