De onde veio tanto dinheiro para Sergipe? André Moura revelou os bastidores dos repasses federais e confirmou planos para disputar o Senado. Entenda o que isso muda para o estado.
O ex-deputado federal André Moura (União Brasil) usou a manhã desta segunda-feira, 08/06, para prestar contas do período em que ocupou cargos de destaque no Congresso Nacional e no Governo do Rio de Janeiro. Em entrevista concedida ao jornalista Luiz Carlos Focca, na Rádio Metropolitana FM, ele recordou o repasse de R$ 3,2 bilhões em recursos federais destinados a Sergipe entre 2016 e 2018, fase em que liderou a articulação do Governo Federal no Parlamento.
Segundo o pré-candidato ao Senado, desse montante, cerca de R$ 800 milhões ficaram em Aracaju e R$ 2,4 bilhões foram distribuídos entre os demais 74 municípios sergipanos. As obras listadas por ele incluem a conclusão dos canais do Augusto Franco e do São Carlos, o recapeamento da Coroa do Meio, a intervenção na Rua da Frente, além da urbanização completa dos bairros Santa Maria e 17 de Março.
“Muitos não conseguiam visualizar o tamanho da transformação lá atrás. Hoje basta percorrer Aracaju para perceber como esses investimentos impactaram a vida de quem mora na capital”, afirmou.
Questionado sobre a passagem de mais de sete anos pelo Executivo fluminense, Moura argumentou que a experiência foi um “teste de alta complexidade” ao atuar como secretário de Governo, de Transportes e de Representação em Brasília. Ele frisou que a missão, segundo descreve, era exclusivamente técnica e de captação de recursos.
“Fui para o Rio cumprir uma missão profissional, sem qualquer projeto político pessoal por lá. Todas as tentativas de criar narrativas contra mim foram arquivadas pelos órgãos competentes”, declarou.
Para ele, administrar crises na segunda maior economia do país reforça a capacidade de diálogo que considera essencial para o Senado. Ao projetar o futuro mandato, Moura prometeu usar o que chama de “musculatura política” para destravar orçamentos e acelerar obras de infraestrutura, saúde e educação em Sergipe.
O pré-candidato também rebateu críticas de adversários que o acusam de ter se distanciado do estado. Ele garantiu que, mesmo fora fisicamente, manteve interlocução permanente com prefeitos sergipanos e acompanhou a execução de emendas impositivas. Além disso, citou a articulação para a liberação de recursos via Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal em favor do Hospital do Câncer de Sergipe e de projetos de saneamento em cidades do interior.
Encerrando a entrevista, Moura reiterou que a combinação da experiência legislativa com a vivência no Poder Executivo o torna um “representante preparado” para defender Sergipe no Senado a partir de 2027, caso seja eleito em outubro.
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