A nova Casa da Mulher Brasileira, no bairro Capucho, começou a funcionar e já recebeu visita do MP-SE. Promotores foram conferir de perto como estão os atendimentos à mulher vítima de violência.
Membros do Ministério Público de Sergipe (MP-SE) realizaram, nesta terça-feira (9), uma visita técnica às instalações da Casa da Mulher Brasileira, situada no bairro Capucho, em Aracaju. O objetivo da comitiva foi acompanhar os primeiros dias de funcionamento da nova estrutura e verificar o andamento dos fluxos de atendimento estabelecidos para a unidade, que opera como uma instituição própria e permanente dentro do complexo.
A comitiva foi composta por Carlos Augusto Alcantara Machado, coordenador-geral do MP-SE; Verônica Lazar, diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher (CAOp Mulher); Eduardo Matos, ouvidor da instituição; Rogério Ferreira, diretor da Coordenadoria de Apoio às Vítimas (Coavit); e Augusto César Resende, promotor de Justiça e assessor da Coordenadoria-Geral. A superintendente da Casa da Mulher Brasileira, Daniela Lima Barreto, também acompanhou a equipe do MP-SE durante a visita.
Durante o encontro, os representantes do Ministério Público observaram a dinâmica de articulação entre o MP e os demais órgãos da rede de enfrentamento à violência de gênero que atuam no local. A Casa da Mulher Brasileira reúne diversos serviços, incluindo delegacias especializadas, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e a Ronda Maria da Penha. Além disso, conta com uma ala do Instituto Médico Legal (IML) para a realização de perícias.
O acompanhamento dos fluxos internos tem como objetivo garantir a consolidação de um modelo de atendimento unificado. Esse modelo foi desenhado para que a vítima de violência receba suporte jurídico e psicossocial em um único local, reduzindo a necessidade de deslocamentos para diferentes bairros ou repartições públicas. A intenção é monitorar se o compartilhamento de informações entre as instituições parceiras ocorre de forma coordenada e ágil.
A equipe do MP-SE também avaliou a aplicação prática dos protocolos de escuta ativa e acolhimento humanizado, que foram temas de capacitações recentes promovidas para os servidores que atuam na unidade. Com a permanência física das equipes na Casa da Mulher Brasileira, a instituição busca garantir o acompanhamento imediato de cada caso registrado, conferindo celeridade ao trâmite de medidas protetivas de urgência e dos procedimentos criminais.
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