A Prefeitura de Aracaju, através da Escola de Governo e Administração Pública Municipal (Esgap), vinculada à Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), promoveu na manhã desta segunda-feira, 15, a XX Mostra Nacional Albertina Brasil de Artes Sem Barreiras. O evento foi realizado no auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos e contou com a parceria da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Semdef) e da Federação Nacional Albertina Brasil.
A programação do evento incluiu o X Seminário Acessibilidade, Inclusão, Arte e Saúde Mental e o II Festival Dança Para Todos, reunindo uma série de palestras, mesas-redondas e apresentações artísticas. O foco foi a promoção da acessibilidade, inclusão, arte e valorização das pessoas com deficiência, proporcionando um espaço para a troca de experiências e compartilhamento de boas práticas entre participantes e convidados de diversos estados brasileiros.
O secretário municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão, Thyago Silva, enfatizou a relevância de criar espaços de formação e sensibilização para a inclusão no serviço público.
“A construção de uma cidade mais acessível e inclusiva passa também pela qualificação permanente dos servidores. Eventos como este ampliam o conhecimento, fortalecem o respeito à diversidade e contribuem para que os serviços públicos estejam cada vez mais preparados para atender toda a população com dignidade e equidade”,
destacou.
A secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Camila Feitosa, ressaltou que a inclusão deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva.
“Durante muito tempo, muitas pessoas encontraram barreiras onde deveriam existir oportunidades e acolhimento. Eventos como este ampliam o debate sobre acessibilidade, respeito às diferenças e garantia de direitos. A arte tem um papel fundamental nesse processo porque é uma linguagem universal, capaz de unir pessoas, promover reflexões e derrubar barreiras”,
afirmou.
A Mostra também reforçou a importância da capacitação dos servidores municipais para um atendimento humanizado e acessível. Esta iniciativa faz parte do calendário formativo da Esgap, que desenvolve cursos, seminários e eventos voltados ao aperfeiçoamento profissional dos servidores e ao fortalecimento das políticas públicas municipais.
Priscilla Teles, diretora da Esgap, destacou a importância da articulação entre instituições comprometidas com a promoção da cidadania e inclusão.
“A Federação Albertina Brasil nos procurou para a realização desta mostra e, a partir daí, unimos esforços com a Semdef para viabilizar a iniciativa. A Escola de Governo tem o compromisso de fomentar ações que contribuam para a formação dos servidores e para a construção de um serviço público mais inclusivo e preparado para atender às necessidades da população”,
enfatizou.
A analista de Políticas Sociais do Ministério da Cultura (MinC), Elenice Vespasiano, ministrou uma palestra sobre a campanha “Cultura é Mais Saúde”, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde.
“Acreditamos que, por meio das vivências culturais e das expressões presentes nos territórios, é possível construir espaços de acolhimento, pertencimento e qualidade de vida. Este também é um momento importante para dialogar com os servidores municipais e compartilhar experiências que contribuam para o fortalecimento dessas políticas públicas”,
explicou.
Messias Cordeiro, presidente da Federação Nacional Albertina Brasil, ressaltou que a mostra busca dar visibilidade ao potencial artístico das pessoas com deficiência e transtornos mentais, além de estimular a conscientização e inclusão social.
“Esperamos que os participantes saiam daqui mais atentos à necessidade de acolher, respeitar e integrar as pessoas com deficiência nos espaços culturais e sociais. Ficamos muito felizes em contar com o apoio da Esgap e da Semdef para a realização desta iniciativa”,
afirmou.
Entre os participantes, a assistente social da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), Vanecia Araújo, destacou a relevância da programação para ampliar conhecimentos e fortalecer uma atuação mais sensível e humanizada.
“Como mãe atípica e profissional, considero fundamental que o município tenha um olhar atento para as famílias. A programação foi extremamente relevante, tanto para nós, enquanto profissionais, quanto para a sociedade. Precisamos conhecer cada vez mais”,
concluiu.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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