A SerMulher levou a Campos do Jordão (SP) o programa Sala Azul, que trabalha com autores de violência doméstica para quebrar o ciclo de agressões em Aracaju.
A Prefeitura de Aracaju marcou presença no Conexidades Mulher 2026, realizado em Campos do Jordão (SP), com uma iniciativa que chama atenção pela abordagem diferente no combate à violência doméstica. A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas Públicas para as Mulheres (SerMulher) apresentou o Grupo Reflexivo Quebrando Ciclos – Sala Azul, programa desenvolvido aqui na capital sergipana que trabalha diretamente com os autores de violência doméstica e familiar.
O Conexidades Mulher integra a programação do Conexidades e reúne prefeitas, secretárias, vereadoras, gestoras e especialistas de diversas regiões do país para debater liderança feminina, inovação na gestão pública, inclusão social, empreendedorismo e estratégias de enfrentamento à violência de gênero. Durante o painel, a equipe da SerMulher explicou como funciona o grupo reflexivo: por meio de encontros baseados em diálogo e escuta qualificada, o programa promove reflexão, responsabilização e mudança de comportamento entre os autores das agressões, com o objetivo direto de reduzir a reincidência da violência e fortalecer a rede municipal de proteção às mulheres.
A secretária da SerMulher, Elaine Oliveira, destacou o significado da participação no evento. “Participar do Conexidades Mulher é uma oportunidade de compartilhar experiências e mostrar que Aracaju vem desenvolvendo políticas públicas baseadas na prevenção e no fortalecimento da rede de proteção. A Sala Azul é uma estratégia fundamental porque trabalha a reflexão e a responsabilização dos autores de violência, contribuindo para romper o ciclo da violência”, afirmou a gestora.
Quem conduz uma das turmas do grupo reflexivo é a técnica da SerMulher Hellen Lira, que reforçou o impacto do trabalho no dia a dia. “Nos encontros, utilizamos o diálogo e a escuta qualificada para provocar reflexões sobre atitudes e responsabilidades. Esse processo favorece mudanças de comportamento e contribui para a construção de relações mais saudáveis e respeitosas”, explicou.
A proposta da Sala Azul se destaca por aliar o acolhimento às vítimas a ações preventivas voltadas à transformação de comportamentos, apostando na construção de uma cultura baseada no respeito e na igualdade. A participação da SerMulher no Conexidades Mulher 2026 também fortaleceu o intercâmbio de experiências entre municípios brasileiros que enfrentam o mesmo desafio de combater a violência contra a mulher no cotidiano das cidades.
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