O jornalismo sergipano despediu-se de um de seus nomes mais respeitados. Morreu na noite de quarta-feira, 24/06, em Aracaju, o jornalista Diógenes Brayner, aos 79 anos, vítima de câncer de pâncreas. Profissional incansável, ele dedicou mais de quatro décadas à apuração de fatos políticos que marcaram a história recente do estado.
A trajetória de Brayner começou ainda jovem, nas redações do Jornal de Sergipe. Com olhar aguçado e texto direto, ganhou espaço também na Gazeta de Sergipe e no Correio de Sergipe. Nos últimos anos, manteve forte presença no portal Faxaju, onde seguia publicando análises sobre os bastidores do poder mesmo durante o tratamento de saúde.
“Apenas e sempre um repórter”
Era assim que ele gostava de se definir, reforçando a crença de que o repórter deve estar sempre a serviço da notícia, sem estrelismos. A frase, repetida por colegas e alunos, tornou-se um mantra para novas gerações que se inspiraram em seu compromisso com a informação.
Amigos relatam que Brayner chegava cedo à redação e dificilmente encerrava o dia sem checar mais de uma vez suas fontes. Mesmo já consagrado, mantinha o hábito de circular pelos corredores da Assembleia Legislativa em busca de detalhes que pudessem ajudar o leitor a entender os assuntos que moviam a política sergipana.
Em reconhecimento à contribuição profissional, parlamentares, gestores públicos e entidades ligadas à comunicação manifestaram pesar. Mensagens nas redes sociais destacam sua postura ética, o respeito às fontes e a defesa da liberdade de imprensa como pilares inegociáveis de sua atuação.
O velório acontece no complexo da Osaf, no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, aberto a familiares, amigos, colegas de profissão e leitores que queiram prestar a última homenagem. A cerimônia de cremação está prevista para as 15h desta quinta-feira, 25/06, no crematório de Itaporanga d’Ajuda.
Para quem conviveu com Diógenes, o legado vai além das manchetes que assinou. Ele deixa exemplo de rigor factual, independência editorial e paixão pelo ofício. Em tempos de mudanças aceleradas na comunicação, fica a lição de que a notícia bem apurada continua sendo ferramenta fundamental para o fortalecimento da democracia.
Com a partida de Diógenes Brayner, Sergipe perde não apenas um jornalista, mas um cronista atento da vida pública. Sua história permanece como referência de profissionalismo e inspiração para quem acredita no valor do jornalismo feito com responsabilidade.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








