Um homem foi preso pelo 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM) na tarde de domingo, 05/07, em Estância, após um desentendimento familiar terminar em ferimento por arma branca. De acordo com a corporação, a guarnição foi acionada pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e encontrou a vítima no chão, apresentando cortes provocados por faca. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou os primeiros socorros e encaminhou o ferido ao Hospital Regional de Estância.
No local, policiais ouviram relatos de vizinhos e familiares que apontaram um segundo filho da mesma família como autor do golpe. Esse homem, de 28 anos, aproximou-se da viatura e admitiu ter desferido o golpe no irmão. Ele alegou que apenas tentou proteger a mãe durante uma discussão que teria começado depois do almoço.
“Meu irmão chegou alterado por causa de bebida e partiu para cima da nossa mãe. Eu reagi para impedir que ele fizesse algo pior”, declarou o suspeito à guarnição, segundo o registro em boletim de ocorrência.
A mãe dos envolvidos, de 54 anos, confirmou aos policiais que o filho ferido costuma apresentar comportamento agressivo quando consome álcool. Ela, entretanto, recusou-se a prestar depoimento formal na Delegacia Regional de Estância.
Diante das informações, os militares conduziram o suspeito à delegacia, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal. A Polícia Civil abriu inquérito e vai ouvir testemunhas, além de solicitar imagens de câmeras de segurança de residências vizinhas para esclarecer as circunstâncias exatas da agressão.
O estado de saúde do ferido não foi divulgado oficialmente pelo hospital até o fechamento desta matéria, mas, segundo fontes médicas ouvidas no local, ele chegou consciente e passou por avaliação cirúrgica.
O 6º BPM reforçou que casos de violência doméstica ou intrafamiliar devem ser denunciados imediatamente pelo 190. A corporação destacou que o rápido acionamento do Samu e da Polícia Militar foi fundamental para evitar um desfecho mais grave.
As investigações permanecem a cargo da Delegacia Regional de Estância, que deve encaminhar seu relatório ao Ministério Público assim que tiver laudos médicos conclusivos e o depoimento oficial da vítima.
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