O volume de vendas caiu 2,5% entre maio e junho, aponta Observatório da Indústria do Sistema FIES com base na PMC do IBGE. Na comparação anual houve queda de 0,2%, mas nos últimos 12 meses acumulou alta de 0,9%.
O varejo ampliado em Sergipe registrou queda de 2,5% no volume de vendas no mês de junho frente a maio, segundo análise do Observatório da Indústria do Sistema FIES com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. O resultado foi calculado a partir da série dessazonalizada, que ajusta os períodos para permitir a comparação direta entre meses.
Na comparação anual, com junho de 2025, o volume de vendas do varejo ampliado caiu 0,2%. Apesar dessas quedas no curto prazo, o setor acumulou alta de 0,9% nos últimos 12 meses, indicando crescimento moderado no panorama anual.
A categoria denominada varejo ampliado reúne o varejo restrito, além das vendas de materiais de construção e do comércio de veículos, motocicletas, partes e peças. A receita nominal do setor também apresentou retração em junho: diminuiu 2,4% em relação a maio, na série ajustada. Em contrapartida, a receita nominal cresceu 4,7% quando comparada com junho do ano anterior, e avançou 3,9% no acumulado de 12 meses.
O recuo mensal no volume de vendas mostra que, no curto prazo, a atividade comercial sentiu redução de movimento entre maio e junho, enquanto a evolução das receitas em bases mais longas segue positiva, conforme indicam os resultados anuais e de 12 meses.
O varejo restrito — que exclui materiais de construção e veículos — também apresentou queda em junho. O volume de vendas recuou 0,3% na comparação com maio, considerando a série com ajuste sazonal. A receita nominal do varejo restrito diminuiu 0,4% no mesmo recorte mensal.
Em relação ao desempenho anual, o varejo restrito teve resultado positivo: as vendas aumentaram 0,9% frente a junho de 2025, e a receita nominal avançou 6,9% no mesmo confronto. No acumulado dos últimos 12 meses, o varejo restrito acumulou alta de 2,0% no volume de vendas e de 5,0% na receita nominal.
Os números divulgados pelo Observatório da Indústria, a partir da PMC do IBGE, mostram um setor com sinais mistos — queda entre maio e junho, mas expansão quando consideradas as bases anuais e de 12 meses. A leitura detalhada desses indicadores é importante para empresários, lojistas e gestores públicos que acompanham a recuperação e as tendências do consumo no estado.
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