A PF cumpriu dois mandados em Aracaju nesta sexta (11). Segundo monitoramento, o suspeito disponibilizou ao menos 114 arquivos com cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (11) em endereços da capital sergipana, durante a sétima fase da Operação Argos. A ação teve como objetivo aprofundar uma investigação relacionada ao compartilhamento de arquivos contendo cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes.
A investigação foi instaurada após trabalho de monitoramento que identificou um usuário suspeito de disponibilizar, entre 2023 e 2026, ao menos 114 arquivos com material de violência sexual contra crianças e adolescentes. Segundo a apuração, os arquivos teriam sido compartilhados em ambiente digital, o que motivou as medidas judiciais autorizadas pela autoridade competente.
Durante o cumprimento das ordens, foram apreendidos um aparelho celular e outros dispositivos eletrônicos. Os itens serão submetidos à perícia técnica com o objetivo de reunir elementos adicionais para a investigação, verificar a existência de novos arquivos ilícitos e identificar possíveis conexões com terceiros que possam estar envolvidos nos fatos apurados.
Os atos investigativos têm como foco apurar condutas que podem configurar os crimes de armazenamento e de compartilhamento de arquivos de violência sexual contra criança ou adolescente. As autoridades responsáveis deverão avaliar os elementos coletados para definir encaminhamentos legais posteriores, preservando o devido processo e o sigilo das diligências.
A ação desta sexta-feira integra a sequência de fases da Operação Argos, que tem como objetivo desarticular redes e usuários que difundem esse tipo de material. A operação já vinha sendo desenvolvida com trabalho de monitoramento e troca de informações entre áreas técnicas, visando localizar as origens e os pontos de distribuição do conteúdo ilícito.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção no ambiente digital e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. Entre as recomendações estão manter diálogo aberto sobre segurança online, orientar crianças e adolescentes a não compartilhar imagens e a comunicar imediatamente situações suspeitas às autoridades competentes.
As diligências e a perícia nos dispositivos apreendidos visam aprofundar as apurações e coletar provas que possam indicar a extensão da conduta investigada e eventuais responsabilidades de outras pessoas. A continuidade das investigações seguirá conforme os prazos e procedimentos legais previstos.
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