Na tarde de 11/09, o reitor José Ricardo de Santana visitou a sede da Fapese para conhecer seu modelo de gestão de projetos. O objetivo foi integrar o know‑how da fundação às necessidades da nova universidade.
A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) deu mais um passo na construção de parcerias estratégicas para a ciência local ao receber, na tarde do dia 11/09, o professor doutor José Ricardo de Santana, reitor da futura Universidade Estadual de Sergipe (UNESE). O encontro ocorreu na sede da fundação e teve como foco apresentar o modelo de gestão de projetos da Fapese e discutir caminhos para integrar esse know-how às necessidades da nova universidade.
Reconhecida como a principal instituição sergipana dedicada ao apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação, a Fapese atualmente gerencia mais de 130 projetos ativos em diferentes áreas do conhecimento. Durante a visita, equipes técnicas detalharam processos de captação de recursos, prestação de contas, acompanhamento de metas e mecanismos de incentivo a pesquisadores, demonstrando na prática como a fundação vem conectando academia, setor produtivo e poder público.
A UNESE foi criada pela Lei Estadual nº 9.847 com a missão de se tornar a primeira universidade pública mantida pelo Governo de Sergipe. Inicialmente, ofertará oito cursos de graduação, com expansão planejada para 15 cursos voltados a setores estratégicos, entre eles tecnologia, engenharias e ciências aplicadas ao desenvolvimento econômico do estado. O planejamento pedagógico ainda passa por ajustes finais, mas a meta é iniciar atividades acadêmicas em campus provisório enquanto se conclui a estrutura definitiva.
“A criação da primeira universidade estadual é um marco para o nosso estado e é muito importante poder dialogar com a UNESE desde esse momento de construção, compartilhando nossa experiência e identificando possibilidades de cooperação que possam fortalecer a ciência, a pesquisa e a inovação em Sergipe”
A declaração partiu da presidente da Fapese, Maíra Bittencourt, que apontou a possibilidade de programas conjuntos de extensão, bolsas de iniciação científica e editais específicos para problemas regionais como alguns dos caminhos imediatos de colaboração.
“A universidade estadual nasce com uma missão muito clara de contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico de Sergipe. Para isso, precisamos construir uma rede de parceiros e instituições que possam caminhar conosco. Conhecer a experiência da Fapese foi um passo importante nesse sentido”
O reitor da UNESE lembrou que a fundação já possui infraestrutura administrativa capaz de acelerar convênios, atrair investimentos privados e facilitar a participação de pesquisadores em redes nacionais e internacionais. Segundo ele, a expectativa é que acordos formais sejam firmados nos próximos meses, permitindo à nova universidade começar seus projetos de pesquisa com apoio técnico consolidado.
A reunião foi apontada por ambas as instituições como o início de um calendário de encontros temáticos que incluirá oficinas sobre gestão de laboratórios, captação de editais federais e criação de startups acadêmicas. A Fapese avalia que o sentimento de cooperação evidenciado no encontro reforça o compromisso conjunto de transformar conhecimento em soluções práticas para os desafios de Sergipe.
Com a aproximação, Fapese e UNESE sinalizam que pretendem alinhar políticas de inovação, compartilhar infraestrutura e ampliar oportunidades para estudantes e pesquisadores, consolidando um ecossistema de ciência e tecnologia mais robusto dentro do estado.
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