O mercado brasileiro de gás natural ganhou fôlego desde a Nova Lei do Gás, em vigor desde 2021, mas a expansão de agentes não se traduziu em preços mais baixos para o consumidor. Dados do recém-lançado Observatório do Gás Natural mostram crescimento anual médio de 15% no número de empresas autorizadas a comercializar o insumo e de 19% no total de transportadoras.
Quem, o que, quando, onde e por quê
Quem: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério de Minas e Energia (MME), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Movimento Brasil Competitivo, responsáveis pela criação do Observatório.
O que: Levantamento aponta avanço na participação de novos agentes no setor, mas indica que a infraestrutura limitada e as diferenças regulatórias estaduais impedem queda de preços.
Quando: Os dados se referem ao período de 2021 a 2024 e foram divulgados na segunda-feira, 25 de agosto de 2025.
Onde: Brasil, com destaque para disparidades entre Nordeste e Sudeste.
Por quê: Falta de gasodutos, terminais de regaseificação e exigências distintas dos estados dificultam o avanço da concorrência.
Principais números
• Redução de 14% no preço do gás natural entrou em vigor recentemente.
• Empresas comercializadoras: alta média de 15% ao ano desde 2021.
• Transportadoras: crescimento anual de 19% no mesmo período.
• Consumidores livres: expansão anual de 70%, concentrada em grandes indústrias.
• Participação da Petrobras nos contratos de longo prazo caiu de 100% para 69% até o fim de 2024.
Desafios apontados
A secretária de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Andrea Macera, estima que o gás brasileiro custa cerca de R$ 43 por milhão de BTUs a mais que nos Estados Unidos, gerando impacto de quase R$ 2,5 bilhões no chamado Custo Brasil. Segundo ela, o preço médio no Nordeste é 20% menor que no Sudeste devido a exigências distintas para migração ao mercado livre, o que afeta pequenas e médias empresas.
Para Rogério Caiuby, conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo, as barreiras que travam a competição são “regulatórias, operacionais e comerciais”. Ele ressalta a necessidade de investir em gasodutos e terminais de regaseificação para garantir o fluxo do produto e ampliar a oferta.

Imagem: Internet
Função do Observatório
Estruturado em sete módulos — oferta e demanda, transporte, distribuição, comercialização, regulação, escoamento e processamento, além de indicadores de abertura — o Observatório do Gás Natural concentra informações técnicas para ajudar governo e empresas a mapear gargalos e adotar medidas que reduzam custos.
Com a consolidação desses dados, a expectativa oficial é acelerar decisões que permitam ampliar a infraestrutura e padronizar normas estaduais, fatores considerados essenciais para que o aumento de agentes no setor se converta em preços mais baixos.
Com informações de G1
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o país possui cerca de 9,4 mil km de gasodutos, extensão considerada insuficiente para atender à demanda projetada.
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O setor de gás natural segue em transformação e os próximos passos dependem da harmonização das regras entre os estados e do avanço nos investimentos logísticos. Continue acompanhando nossas atualizações para entender como essas mudanças podem influenciar os custos de energia no seu dia a dia.
Com informações de G1
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