Brasília/DF – O governo confirmou que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia terá vigência provisória a partir de 1º de maio de 2026, abrindo imediatamente um mercado de quase 450 milhões de consumidores para produtos brasileiros.
- Em resumo: corte gradual de tarifas e regras unificadas passam a valer em poucas semanas.
O que muda na prática
Na fase inicial, cerca de 90% das exportações industriais brasileiras ganharão isenção ou redução expressiva de impostos, enquanto itens europeus entram no país com alíquotas menores. O governo destaca que a novidade traz previsibilidade regulatória e promete ampliar investimentos, tese sustentada por dados do IBGE que mostram salto de 18% nas vendas externas sempre que barreiras caem.
Para as empresas, a harmonização de normas técnicas reduz custos logísticos e acelera a integração em cadeias globais de valor, sobretudo nos setores automotivo, agroindustrial e de tecnologia.
“A redução de tarifas, a eliminação de barreiras e o aumento da previsibilidade regulatória criarão condições mais favoráveis para exportações e investimentos”, informou o governo em nota oficial.
Próximos passos e impacto regional
Com Brasil, Argentina e Uruguai já tendo concluído seus ritos internos, falta apenas o Paraguai formalizar a notificação para que todo o bloco aproveite o pacto. Paralelamente, avança em Brasília o decreto de promulgação, etapa que torna o acordo obrigatório no ordenamento jurídico nacional.
Especialistas apontam que o agronegócio tende a ser um dos maiores beneficiados, graças à abertura do mercado europeu a carne bovina, grãos e biocombustíveis produzidos no Mercosul. Já setores sensíveis, como calçados e têxteis, pressionam por salvaguardas para enfrentar a concorrência europeia.
Crédito da imagem: Divulgação
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