SEATTLE (EUA) – O presidente-executivo da Amazon, Andy Jassy, afirmou que as 14 mil demissões anunciadas nesta semana não foram motivadas por problemas financeiros, e sim por questões de “cultura organizacional”. A declaração foi feita na conferência de apresentação dos resultados do terceiro trimestre.
“A redução da força de trabalho não foi impulsionada por motivos financeiros, nem por causa de inteligência artificial. É uma decisão cultural”, disse Jassy. Segundo ele, o crescimento acelerado da companhia criou “muitas camadas de trabalhadores”, o que desaceleraria processos e aumentaria o tempo de tomada de decisão.
Demissões em áreas estratégicas
Os cortes atingem setores de apoio e estratégicos, como recursos humanos e publicidade. A gigante do comércio eletrônico informou que a medida é global, mas não detalhou os países afetados.
De acordo com a agência Reuters, o plano pode chegar a aproximadamente 30 mil dispensas. Apesar dos cortes, a empresa adicionou cerca de 32 mil colaboradores entre o segundo e o terceiro trimestre, alcançando 1,58 milhão de empregados no mundo.
Resultados financeiros
No período encerrado em setembro, a Amazon registrou crescimento de 20% na receita da unidade de computação em nuvem AWS, que responde por 60% do lucro operacional da companhia. Para o quarto trimestre, a projeção de vendas líquidas varia de US$ 206 bilhões a US$ 213 bilhões.
Cortes anteriores
Nos últimos dois anos, a empresa já havia enxugado equipes menores em áreas de dispositivos, comunicações e podcasting.
Relatórios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que reestruturações em grandes empresas de tecnologia costumam ocorrer durante fases de rápida expansão e ajustes de modelo de negócios.
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Resumo: A Amazon enxuga 14 mil postos de trabalho em todo o mundo para reduzir camadas internas e agilizar decisões, mesmo apresentando expansão em receita. Continue acompanhando nossas atualizações para saber como a medida impactará o setor de tecnologia.
Com informações de G1
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