Brasília – A revista norte-americana Time divulgou nesta terça-feira (30) a edição 2025 da TIME100 Next e incluiu o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, entre as personalidades com potencial de influenciar a liderança mundial nos próximos anos.
No perfil assinado pela economista Gita Gopinath, professora da Universidade Harvard e ex-vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Galípolo é descrito como um dirigente que alia “firmeza e visão de longo prazo” para conter a inflação e preservar a autonomia da autoridade monetária em meio a pressões fiscais.
Trajetória acadêmica e profissional
Paulistano de 42 anos, Galípolo é graduado em Ciências Econômicas e mestre em Economia Política pela PUC-SP. Antes de assumir a presidência do BC, em agosto de 2024, foi diretor de Política Monetária da instituição, cargo para o qual fora indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre 2017 e 2021 comandou o Banco Fator, período em que participou da modelagem de privatizações e parcerias público-privadas, como o processo da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Também foi professor universitário de 2006 a 2012 e integrou equipes técnicas dos governos de São Paulo nas áreas de transportes metropolitanos e planejamento.
Reconhecimento internacional
Ao justificar a escolha, a Time ressaltou que a lista TIME100 Next visa dar visibilidade a lideranças já influentes em seus setores. No caso de Galípolo, destacou a combinação de experiência acadêmica, passagem pelo setor privado e atuação no serviço público.
“Um formulador de políticas progressista não precisa ser populista”, escreveu Gopinath, para quem o brasileiro representa um exemplo de liderança equilibrada e guiada por princípios técnicos, capaz de adotar medidas que protejam a população mais vulnerável da alta de preços.
A nomeação de Galípolo para o comando do Banco Central era esperada pelo mercado financeiro e foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após o término do mandato de Roberto Campos Neto.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, a política monetária tem como objetivo manter a inflação na meta e garantir a estabilidade do poder de compra da moeda.
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Com informações de g1
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