A disputa pelas duas vagas que Sergipe terá direito a preencher no Senado Federal em 2026 mantém ritmo acelerado de divulgação de sondagens eleitorais. Nomes tradicionais e estreantes medem forças, mas, de acordo com sucessivos levantamentos, André Moura vem aparecendo de forma consistente na dianteira ou muito próximo dela, cenário que, se confirmado nas urnas, lhe garantiria uma das cadeiras em Brasília.
Entre os institutos com atuação no estado, a pesquisa W1 mostra o candidato com 14,9% das intenções de voto. Já o CTAS aponta um índice semelhante, de 14,20%. No levantamento da CDL, o desempenho é ainda mais expressivo: o ex-deputado alcança 21%, figurando na primeira colocação entre todos os concorrentes avaliados para o Senado.
Institutos de alcance nacional também incluíram Sergipe em seus relatórios mais recentes. No Real Time Big Data, André Moura aparece com 12%. A amostra mais atual do Instituto Veritá, realizada entre 6 e 11 de setembro, identifica crescimento do postulante, que chega a 17,5% e sustenta a segunda posição na lista estimulada de candidatos.
O conjunto desses números sugere trajetória de alta. Em sondagens divulgadas no início do ano, o cenário mostrava distribuição pulverizada de preferência, com vários nomes empatados tecnicamente. A repetição de resultados favoráveis em estudos distintos, encomendados por contratantes diversos, reforça a leitura de que a campanha do chamado “444” ganhou capilaridade e passou a converter reconhecimento em intenção de voto.
Especialistas em análise eleitoral ressaltam, contudo, que pesquisas oferecem fotografias momentâneas. Mudanças de cenário são comuns na reta final, quando o eleitorado se informa mais sobre propostas, coligações e desempenho nos debates. Além disso, a legislação prevê que a votação ocorra em lista aberta para duas vagas, o que permite combinação variada de apoios e transfere ao eleitor a possibilidade de escolher candidatos de coligações diferentes.
Com ainda várias semanas de campanha pela frente, outras forças políticas intensificam agendas pelo interior e na capital na tentativa de reduzir a diferença. O quadro atual, porém, coloca André Moura em posição considerada confortável pelos observadores, dado que qualquer percentual superior a 12% já é entendido como próximo do chamado “pelotão de classificados” em eleições majoritárias com mais de uma vaga. Novas pesquisas estão previstas para divulgação nas próximas semanas, momento em que será possível confirmar se a tendência de consolidação permanecerá ou se novas oscilações movimentarão a corrida.
Enquanto isso, o eleitorado sergipano acompanha debates, sabatinas e encontros regionais para avaliar programas e prioridades. Temas como desenvolvimento econômico, infraestrutura rodoviária, reforma tributária e segurança pública aparecem entre os assuntos mais frequentes nas entrevistas e eventos, indicando que o resultado final dependerá não apenas de posicionamento numérico, mas também da habilidade de cada candidato em dialogar sobre as demandas de Sergipe até a chegada do pleito.
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