Brasília – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que vai criar novos protocolos operacionais para reduzir o risco de colapso no Sistema Interligado Nacional (SIN) provocado pelo excedente de geração renovável fora da rede básica.
As medidas foram definidas na sexta-feira (17), durante reunião com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). O foco inicial recairá sobre pequenas centrais hidrelétricas e usinas de mini e microgeração distribuída, atualmente conectadas às redes de distribuição e fora do controle direto do ONS.
Quem será impactado
O novo procedimento permitirá ao ONS solicitar às distribuidoras que desliguem unidades geradoras ligadas às suas redes sempre que houver sobreoferta. Hoje, o operador só consegue atuar sobre usinas conectadas à transmissão.
Segundo Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, a mudança garantirá que o despacho de cortes também alcance os empreendimentos ligados à distribuição, ampliando a margem de manobra em momentos críticos.
Próximos passos
O ONS ficou encarregado de encaminhar à Aneel, até 31 de outubro, o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. Caso seja necessário, a agência poderá editar normas adicionais para viabilizar a aplicação do plano.
Apesar de atualmente parecer positivo, o excesso de geração – proveniente sobretudo de parques eólicos e solares do Nordeste – representa ameaça à segurança do sistema, já que provoca oscilações de frequência e tensão. O desligamento de usinas tem ocorrido diariamente, com situações críticas registradas em 4 de maio e 10 de agosto.
A Aneel também avalia soluções para as grandes usinas renováveis controladas diretamente pelo ONS, cujas oscilações de vento e radiação solar geram picos de oferta em determinados horários do dia.
O desenvolvimento desses novos protocolos busca equilibrar a expansão da matriz renovável com a confiabilidade do SIN, evitando interrupções e preservando o suprimento aos consumidores.
Para entender como funciona o despacho energético no país, o leitor pode consultar o Ministério de Minas e Energia.
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Fique informado: acompanhe as próximas decisões da Aneel aqui no SeP Or Dentro e saiba como elas podem afetar sua conta de luz.
Com informações de g1
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