Quem acompanha os festejos juninos em Sergipe já percebeu que um nome vem ecoando com força nos palcos e nas caixas de som: Léo Foguete. O pernambucano de 22 anos, dono do hit “Cópia Proibida”, transformou apenas dois anos de carreira em mais de 50 apresentações mensais pelo país e ganhou status de sensação da nova geração do forró.
De acordo com o cantor, o alcance nacional surpreende até a própria equipe.
“Para mim, é incrível saber que a gente vem de tão longe e chega ao Sul e Sudeste. É ter furado uma bolha. E eu chego lá e vejo todo mundo cantando as minhas músicas”,
relata o artista, lembrando da recepção calorosa em um show recente em Curitiba, logo após lançar o segundo projeto, “Mais de Mim”. Na ocasião, Léo conta que temia não ser reconhecido pelo público paranaense, mas saiu do palco ovacionado, com coro de faixas recém-lançadas.
Passada a maratona de São João, ele já direciona o olhar para novos desafios. O plano imediato é colocar na rua um disco que mescla regravações de clássicos e faixas inéditas. A primeira amostra é uma releitura de “Deixo”, sucesso na voz de Ivete Sangalo. Segundo o cantor, o projeto trará sonoridades pouco exploradas no gênero.
“Gosto de mesclar estilo, e ano passado eu escutei muitos ritmos lá de fora. Fiquei surpreso com o estilo mexicano e quis trazer isso. Vai vir algo bem diferenciado”,
antecipa.
Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A ida ao Grammy Latino, onde figurou entre os indicados a Melhor Álbum de Música Sertaneja, ampliou o radar musical do jovem. Entre bastidores e premiações, ele passou a consumir cumbia, ranchera e pop andino, influências que prometem aparecer no novo trabalho. O objetivo, afirma, é expandir o forró além das divisas brasileiras sem perder a essência nordestina.
Nem só de estúdio vive o “foguete”. Com a agenda lotada, o artista mantém rotina intensa de viagens, algo que considera um privilégio depois de ter trabalhado na construção civil e como entregador antes da fama.
“Eu ia estar tentando de todo jeito viver de música. A música corre na veia, é minha vida”,
recorda, garantindo que, mesmo sem palco, continuaria compondo.
O futuro inclui parcerias internacionais e um casamento em preparação. A noiva, companheira desde os tempos de anonimato, segue ao lado dele nos bastidores, ajudando a administrar a crescente popularidade. Sobre a cerimônia, ele sinaliza que a data ainda não está fechada, mas o desejo é oficializar “em breve”.
Enquanto o disco novo não chega, Léo segue rodando o país. Em Sergipe, a expectativa é que ele retorne em breve para apresentações em Itabaiana e na capital. Entre hits próprios e versões reinventadas, o cantor pretende reafirmar a vocação do Nordeste como celeiro musical do país. “Foguete não tem ré”, repete, fazendo jus ao nome artístico que, segundo ele, simboliza pressa em alcançar novos patamares.
Com o forró na disputa para se tornar Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, artistas como Léo Foguete ganham ainda mais visibilidade. Se depender do pernambucano, o gênero vai cruzar fronteiras e “decolar” mundo afora.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.







