A Associação de Árbitros Profissionais de Futebol de Sergipe (AAPF/SE) e a Comissão Estadual de Arbitragem de Sergipe (CEAF/SE) divulgaram nota conjunta na qual manifestam “total repúdio” aos episódios de violência ocorridos depois da partida entre Itabaiana e América de Propriá, disputada em 08 de março e válida pela decisão do 3º e 4º lugares do Campeonato Sergipano da Série A1 de 2026.
Hostilidade verbal e invasão da cabine do VAR
De acordo com o comunicado, o técnico do América de Propriá, identificado como “Carlinhos Propriá”, utilizou redes sociais para atacar a equipe de arbitragem com a expressão “arbitragem vagabunda”. Ainda segundo a nota, dois homens trajando as cores do clube — um deles apontado como dirigente, de nome Leonardo, conhecido como “Léo” — tentaram invadir a cabine do VAR, desferindo chutes na porta e proferindo palavrões inclusive contra as profissionais que operavam o equipamento.
Agressões físicas contra integrantes da arbitragem
O texto relata que, quando a situação parecia controlada, os mesmos indivíduos teriam agredido fisicamente integrantes da arbitragem que deixavam o estádio. O vice-presidente da CEAF/SE, Mário Sérgio Bancilon, observador de VAR na partida, recebeu um chute no tórax, caiu e rolou por uma escadaria. Já o AVAR Master FIFA, Cleriston Clay Barreto Rios, levou um soco nas costas e também caiu, sofrendo escoriações. Ambos relataram ainda ameaças de morte. A polícia militar chegou ao local e conteve o conflito.
Providências anunciadas
A AAPF/SE e a CEAF/SE afirmam que adotarão “todas as providências cabíveis em todas as esferas legais possíveis” para que os responsáveis sejam punidos. As entidades ressaltam que a arbitragem é composta por seres humanos que buscam aplicar as regras com isenção e têm o direito de retornar às suas casas “sem escoriações ou hematomas”.
O comunicado também destaca o caráter simbólico do episódio, ocorrido justamente no Dia Internacional da Mulher, data em que o jogo contou com um quinteto de árbitras, fato considerado histórico para o futebol sergipano.
Ao final, as instituições reiteram que não recuarão “um só centímetro” até que todas as responsabilizações sejam efetivadas.
Fonte: Federação Sergipana de Futebol
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