Durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta segunda-feira, 9, o governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Leite (PSD), responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto e avaliou que o atual chefe do Executivo pode, por sua vez, reacender o bolsonarismo nas próximas eleições.
Críticas aos dois polos e leitura das pesquisas
Leite declarou a empresários e dirigentes de entidades comerciais que o “legado” de Bolsonaro teria sido “reabilitar politicamente” Lula. Segundo ele, caso o petista mantenha uma estratégia que, na sua visão, aprofunda divisões, poderá favorecer “o outro lado do espectro” representado pelo ex-mandatário. O gaúcho afirmou ainda que as pesquisas devem ser observadas menos pelos percentuais de intenção de voto e mais pelo “sentimento” do eleitor, destacando que Lula e Bolsonaro aparecem simultaneamente como os nomes mais conhecidos e mais rejeitados, o que abriria brecha para uma candidatura alternativa.
Agenda defendida pelo governador
Ao expor temas que pretende levar à campanha, Leite citou a proposta de exigir idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros ao Supremo Tribunal Federal. Ele também argumentou que programas sociais correm risco quando o gasto público cresce sem respaldo de expansão econômica, defendendo um Estado “menos gastador” e maior eficiência orçamentária. Para o governador, uma pauta que combine responsabilidade fiscal, políticas culturais inclusivas e segurança pública firme pode aproximar eleitores de esquerda não lulista e de direita não bolsonarista.
Presenças do PSD
O encontro contou com a participação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, do secretário de Projetos Estratégicos de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, e do governador do Paraná, Ratinho Júnior, também apresentado como pré-candidato da sigla ao Planalto.
Fonte: Jovem Pan




