BRASÍLIA – Relatórios médicos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 17, apontam que Jair Bolsonaro apresenta evolução “satisfatória”, porém ainda convive com dores, fadiga muscular e uma crise de soluços que durou cerca de oito horas, fatores que podem atrasar sua plena recuperação.
- Em resumo: melhora pulmonar é discreta, mas episódios de dor e soluços persistem e afetam a fisioterapia.
O que diz o novo relatório médico
Assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, o documento detalha que a pressão arterial do ex-presidente segue controlada e há “boa evolução” no quadro pulmonar. A broncopneumonia bilateral, diagnosticada no último mês, reage positivamente aos antibióticos.
A equipe, contudo, precisou ajustar a dosagem de medicamentos contra soluços após relatos de desequilíbrio. Segundo protocolos do Ministério da Saúde, este tipo de efeito colateral é comum em tratamentos prolongados com fármacos de ação central.
“Optamos por redução das doses diárias, com resposta satisfatória até o momento”, registrou o médico no laudo encaminhado ao STF.
Por que a fisioterapia preocupa
O fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas relatou que, durante a sessão de 12 de maio, Bolsonaro chegou apenas à metade dos exercícios propostos antes de apresentar “fadiga muscular acentuada” e dor dorsal.
A crise de soluços, que se estendeu por aproximadamente oito horas, comprometeu a oxigenação e a resistência física, exigindo “progressão controlada das cargas” nos próximos atendimentos domiciliares.
Cirurgia no horizonte e prazo de 90 dias
Além da reabilitação respiratória, a defesa informou ao STF que há indicação cirúrgica para o ombro direito, submetendo o ex-presidente a um cronograma apertado: ele recebeu prisão domiciliar humanitária de 90 dias para completar o tratamento.
Caso persista a limitação funcional, a equipe pode solicitar extensão do benefício, prática prevista nos relatórios de saúde enviados regularmente ao tribunal.
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