A Associação dos Artesãos de Barro de Santana do São Francisco (ARBASSF) e a Asdrin, de Divina Pastora, entraram no TOP 100 do Prêmio Sebrae de Artesanato. Para a Asdrin, que faz renda irlandesa de agulha, é a segunda vitória — a primeira foi em 2022; o prêmio avalia técnica, gestão e práticas sustentáveis.
Duas associações sergipanas passaram a integrar o grupo das cem unidades produtivas mais competitivas do país na 6ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato. A Associação dos Artesãos de Barro de Santana do São Francisco (ARBASSF) e a Associação das Rendeiras Independentes de Divina Pastora (Asdrin) conquistaram a premiação, que avalia desde técnicas de produção e gestão até práticas sustentáveis no campo social, ambiental, cultural e econômico.
Para a Asdrin, que trabalha com a tradicional renda irlandesa de agulha, esta foi a segunda vitória – a primeira ocorreu em 2022. Já a ARBASSF, formada por mestres do barro que transformam o cotidiano ribeirinho em peças únicas, comemora a estreia entre os vencedores do certame, criado em 2006 com o objetivo de dar visibilidade ao artesanato brasileiro.
A cerimônia de premiação está marcada para novembro, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro. Além do troféu, as associações poderão estampar, durante três anos, o selo Sebrae TOP 100 de Artesanato – 6ª Edição em todas as peças, atributo que costuma abrir portas em feiras especializadas e ampliar a confiança de lojistas e consumidores. Elas também terão direito a divulgar três produtos no catálogo oficial do prêmio.
“O reconhecimento mostra a qualidade do nosso artesanato e o talento desses profissionais, que dominam técnicas tão singulares e que carregam a identidade dos locais onde vivem. O Sebrae fica muito feliz com a conquista porque sempre apoiou esse trabalho e acompanha de perto a evolução das associações”, afirma o superintendente do Sebrae em Sergipe, Christiano Dias Lebre.
A renda irlandesa de Divina Pastora é patrimônio cultural imaterial brasileiro, chancelada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As peças levam ainda o Selo de Indicação Geográfica (IG), garantia de procedência e de técnica artesanal diferenciada. Em junho deste ano, o artesanato de barro de Santana do São Francisco também recebeu o IG, reforçando a relevância cultural e econômica da atividade para o Baixo São Francisco.
A 6ª edição do TOP 100 registrou 1.647 inscrições de microempreendedores individuais, cooperativas e associações com CNPJ ativo. Na etapa inicial, 300 candidatas avançaram com base em critérios como qualidade técnica, estética, valor simbólico, funcionalidade e inovação. Em seguida, 200 finalistas foram avaliadas por suas práticas de gestão, condições de trabalho, compromisso socioambiental, experiência comercial e estratégias de diferenciação. Por fim, um júri composto por cinco especialistas em mercado artesanal, turismo, empreendedorismo e cultura brasileira definiu as cem vencedoras.
Consolidado como uma das principais iniciativas de valorização do artesanato na América Latina, o prêmio abre novas oportunidades de mercado e coloca o trabalho de artesãos sergipanos em evidência nacional, incentivando a manutenção de saberes tradicionais e a geração de renda em comunidades locais.
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