Por Artur Mendonça
O cenário político de Canindé de São Francisco acaba de ser sacudido por uma articulação que muitos já classificam como escandalosa, incoerente e revoltante.
Binha do Queijo, pai da vereadora Bianca Carvalho, foi flagrado em clima de amizade, sorrisos e possíveis acordos com ninguém menos que Kaka Andrade — o mesmo nome que ficou marcado como um dos principais responsáveis pela cassação do mandato da própria filha.
Sim, o mesmo.
A cena gerou indignação imediata e uma enxurrada de questionamentos:
até onde vai o jogo político? Vale tudo por poder? Até se aliar a quem “derrubou” sua própria filha?
Para boa parte da população, isso ultrapassa qualquer limite de coerência.
É visto como um verdadeiro ato de traição política e moral.
E a polêmica ganha ainda mais força quando se relembra um detalhe importante dos bastidores:
na época da cassação, o atual prefeito Machadinho Barbosa teria atuado diretamente na defesa da vereadora, mobilizando esforços e até advogados para reverter a situação e garantir justiça.
Diante disso, cresce o sentimento de revolta entre eleitores.
Um apoiador, indignado, resumiu o clima nas ruas:
“Isso é muita ingratidão com Machadinho Barbosa. Ele lutou pela vereadora, correu atrás, colocou advogados… e agora o próprio pai dela se alia a quem foi contra ela?”
A declaração ecoa o sentimento de parte da população, que vê na atual movimentação um desrespeito não apenas político, mas também pessoal.
Kaka Andrade, antes tratado como adversário direto e símbolo de um dos momentos mais duros da trajetória da vereadora, agora surge como aliado em articulações que levantam suspeitas e revoltam o eleitorado.
E o silêncio continua incomodando.
Onde está o posicionamento da vereadora diante disso?
Ela concorda com essa aliança? Foi consultada ou está sendo engolida por decisões de bastidores?
Nos bastidores, o que se comenta é ainda mais preocupante:
acordos estariam sendo tratados longe dos olhos da população, como se política fosse assunto de mesa de bar — e não uma responsabilidade pública.
Enquanto isso, o eleitor observa cada detalhe.
E uma coisa é certa:
o povo pode até perdoar… mas dificilmente esquece.
Canindé vive um momento de tensão política — e essa história ainda promete muitos desdobramentos.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








