Na madrugada desta terça (18), chamas atingiram canteiro de obras no Mosqueiro, em Aracaju. As equipes ficaram cerca de 2h30 no local para conter as chamas e isolar a área.
Um incêndio atingiu, na madrugada desta terça-feira, 18 de agosto, o canteiro de obras de um condomínio de lotes localizado no bairro Mosqueiro, zona sul de Aracaju. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), que deslocou equipes especializadas para conter as chamas e garantir a segurança da área. Segundo a corporação, o chamado de emergência foi registrado nas primeiras horas do dia, acionando de imediato guarnições do 2º Subgrupamento Bombeiro Militar do 1º Grupamento.
Os militares permaneceram no local por aproximadamente duas horas e meia entre o combate direto ao fogo e a fase de rescaldo, procedimento destinado a eliminar focos remanescentes e evitar a reignição do material queimado. Ainda de acordo com o CBMSE, foram empregados cerca de 12 mil litros de água durante toda a operação, volume considerado expressivo para um cenário de obra a céu aberto, onde estruturas provisórias de madeira e plástico costumam potencializar as labaredas.
Não houve registro de vítimas ou feridos. Operários que estavam alojados na região do canteiro deixaram a área logo no início do incidente e aguardaram, a uma distância segura, a conclusão dos trabalhos. As causas do incêndio permanecem desconhecidas e serão apuradas em procedimento interno da corporação, que poderá solicitar, se necessário, o apoio de órgãos periciais para identificar eventuais falhas elétricas, armazenamento inadequado de combustíveis ou outras hipóteses de ignição.
Durante o rescaldo, os bombeiros desmontaram tapumes e retiraram materiais combustíveis que ainda apresentavam temperatura elevada, reduzindo os riscos de um novo foco. Além disso, galões de solventes encontrados no canteiro foram resfriados e isolados para evitar explosões. A conclusão do trabalho só ocorreu quando a equipe constatou que toda a área estava fria e livre de fumaça densa.
A operação teve o comando do tenente Igor Cunha, com suporte de demais integrantes do 2º SGBM/1º GBM. Os militares utilizaram Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR) para acesso às zonas de maior calor, iluminação portátil para inspeção noturna e ferramentas de corte para abrir passagens em tapumes que dificultavam o avanço das mangueiras.
Embora a situação tenha sido controlada sem danos pessoais, o Corpo de Bombeiros reforçou que obras em fase inicial devem manter extintores carregados, caixas de areia e saídas de emergência sinalizadas. A corporação também recomenda que responsáveis pelos empreendimentos se atentem à revisão das instalações elétricas provisórias, sobretudo em períodos de clima seco, quando a propagação do fogo tende a ser mais rápida. O laudo técnico que apontará as circunstâncias do início das chamas ainda não tem prazo para ser concluído.
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