O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) integrou a solenidade de abertura do III Congresso Sergipano de Estudos Jurídicos, realizada na manhã de segunda-feira, 17 de agosto, no auditório do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE), em Aracaju. O encontro, organizado pelo Núcleo de Extensão e Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade Federal de Sergipe (NEPRIN/UFS) em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese), teve como propósito estimular debates sobre temas que impactam o universo jurídico e a sociedade em geral.
A mesa de honra contou com a presença do procurador-chefe do MPT-SE, Márcio Amazonas, além de representantes do MPSE, Ministério Público Federal (MPF), Justiça Federal em Sergipe (JFSE), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria da Fazenda Nacional, Defensoria Pública do Estado e Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB-SE). A participação dos diversos órgãos reforçou a proposta de integração entre instituições do sistema de Justiça e a comunidade universitária.
“Há poucos anos, o congresso do NEPRIN se tornou o maior evento jurídico do estado de Sergipe. Enquanto estudante, eu vi o NEPRIN nascer no início dos anos 2000 e é muito bom ver o tamanho que o evento alcançou, com palestrantes de renome nacional e internacional. É uma alegria enorme participar como ex-acadêmico da UFS e, hoje, como chefe do MPT, trazer o órgão para esse cenário jurídico de tamanha importância”
O comentário acima foi feito pelo procurador-chefe Márcio Amazonas durante seu discurso de abertura, destacando a evolução do congresso ao longo dos anos.
Já o professor e coordenador-geral do NEPRIN, Uziel Santana, enfatizou o valor do diálogo entre universidade e instituições públicas para o êxito do evento.
“Sergipe sempre teve uma vocação para realização de grandes eventos, mas nós perdemos isso. Até que o NEPRIN resolveu conversar com os órgãos do sistema de Justiça do estado para retomar essa vocação. O evento é feito para os estudantes e o objetivo é que a gente tenha a possibilidade de debater temas de relevância nacional e, dessa forma, contribuir ainda mais para a produção científica”
Ao longo da programação, o congresso incluiu palestras de juristas brasileiros e estrangeiros, painéis temáticos sobre direitos fundamentais, relações internacionais e desafios contemporâneos do trabalho, além de espaços destinados à apresentação de pesquisas acadêmicas. A diversidade de assuntos pretendia favorecer a troca de experiências entre profissionais consolidados e jovens que estão ingressando no mercado jurídico.
Entre o público, estavam estudantes da UFS que também são estagiárias do MPT-SE. Roberta Menezes, que participou da primeira edição do evento em 2024, avaliou o crescimento do congresso neste intervalo de tempo e a relevância dos debates para sua formação. A jovem ressaltou que, ao reunir especialistas de diferentes áreas do Direito, o congresso contribui diretamente para o aprimoramento de futuras carreiras.
O III Congresso Sergipano de Estudos Jurídicos prosseguiu até quarta-feira, 19 de agosto, com mesas-redondas, minicursos e apresentações de trabalhos científicos. A organização destacou que, a cada edição, busca ampliar a presença de palestrantes de outros estados e países, consolidando Sergipe como polo para discussões acadêmicas de alto nível na área jurídica.
Para quem participou, o encontro reafirmou a importância de unir esforços entre universidades, órgãos públicos e entidades de classe para fortalecer o debate científico e a qualificação profissional no estado. A expectativa é de que as trocas de conhecimento ocorridas durante os três dias se traduzam em novas pesquisas, parcerias institucionais e ações práticas que beneficiem diretamente a sociedade sergipana.
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