Entre 28/9 e 3/10, guias, condutores e agentes turísticos participaram de oficinas para produzir e instalar placas e marcações em trilhas de Sergipe. A ação, vinculada ao Plano de Ecoturismo, teve atividades no Monumento Natural Grota do Angico.
Entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro, guias, condutores de visitantes e agentes sociais ligados ao turismo participaram de uma série de oficinas dedicadas à produção e implantação de sinalização de trilhas em Sergipe. A iniciativa integrou o Plano de Ecoturismo dos polos Velho Chico e Serras Sergipanas e foi conduzida pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur) em parceria com a consultoria Reconexão Natural.
As atividades práticas e teóricas ocorreram em dois cenários estratégicos para o turismo de natureza no estado: o Monumento Natural Grota do Angico (Mona), em Canindé do São Francisco, e áreas do Polo Serras Sergipanas, em Itabaiana. O objetivo central foi qualificar profissionais para que possam conduzir visitantes de forma segura, organizada e sustentável, reforçando o potencial do ecoturismo sergipano.
No Mona, os participantes aprenderam técnicas de interpretação ambiental, padrões de sinalização adotados pela Rede Brasileira de Trilhas e métodos de condução de grupos. A engenheira ambiental da Setur, Thassia Santana, avaliou a ação como um marco para a estruturação do segmento no estado.
“A Setur realizou a segunda etapa do Projeto de Ecoturismo de Sergipe com o propósito de capacitar em sinalização de trilhas e interpretação da natureza. É estratégico para o desenvolvimento da atividade turística”, afirmou.
Técnicos da Reconexão Natural demonstraram como preparar materiais, aplicar estêncil em placas e colocar as marcas de orientação no percurso. Segundo relatos dos instrutores, a sinalização implantada abrangeu cerca de um quilômetro e servirá de modelo para novas rotas na região.
A bióloga da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), Valdelice Leite, destacou que a capacitação reforça um trabalho já em curso.
“Esse é um segundo momento. Já vínhamos tratando do tema na gestão da unidade. Agora, colhemos resultados práticos que orientarão o nosso planejamento para o próximo ano”, comentou.
Entre os participantes estava Waldemar Justo, representante da Rede Brasileira de Trilhas, que explicou cada passo do padrão adotado nacionalmente. Também colaboraram o turismólogo e guia João Mauro Carreiro, responsável por aulas on-line e pela etapa de campo que simulou a condução de grupos, e o condutor Álvaro Leonardo Amorim Netto, de Canindé do São Francisco, que avaliou a experiência como determinante para qualificar o atendimento aos visitantes.
Além de profissionais individuais, organizações civis atuantes em preservação compareceram. O presidente da Associação Miaba Unida pela Natureza (Amiuna), Ivo Antônio Couto, relatou que o conhecimento adquirido reforçará ações de reflorestamento, coleta seletiva e educação ambiental desenvolvidas pela entidade em Lagarto e outros municípios.
Com a conclusão das oficinas, os organizadores apontam que os polos Velho Chico e Serras Sergipanas avançam na criação de roteiros bem sinalizados, contribuindo para a conservação dos ecossistemas locais e para a geração de renda nas comunidades do entorno. A expectativa é expandir o método para novos trechos, consolidando uma malha de trilhas padronizadas que valorize as riquezas naturais de Sergipe.
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