Fora do país, a publicação continua disponível, diz o comentarista
Um vídeo do comentarista Joel Pinheiro da Fonseca, da GloboNews, com críticas às ações do ministro Flávio Dino foi retirado do ar no Brasil pela Meta cerca de 15 minutos depois de publicado.
A Meta, empresa que controla o Instagram e o Facebook, removeu no Brasil uma publicação do comentarista Joel Pinheiro da Fonseca, da GloboNews, que tratava de decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o autor, o conteúdo saiu do ar cerca de 15 minutos após ser publicado, e segue acessível para quem está fora do país.
Em novo vídeo gravado para contestar a decisão, ele relatou o que aconteceu. “A Meta tirou o meu post do ar, depois de 15 minutos, alegando que eu violei leis eleitorais brasileiras. Ela tirou só no Brasil, quem está em outros países ainda consegue ver aqui no Instagram. Mas ele não viola lei eleitoral nenhuma”, afirmou.
O que havia no post
Sobre o que havia na publicação derrubada, o comentarista explicou: “O post nada mais é do que uma listagem das ações do ministro Flávio Dino nos últimos dias, ligado aí à discussão de posts no período eleitoral, em que eu descrevo as ações do Flávio Dino, dou o contexto delas, o efeito político delas, que é importantíssimo, e concluo que o Supremo Tribunal Federal está fora de controle”. Ele acrescentou que apontava o Senado, um poder externo ao Supremo, como caminho para limitá-lo.
Em nota a veículos de imprensa, a Meta informou ter restringido o acesso ao conteúdo em cumprimento a exigências legais da resolução eleitoral brasileira, e que o pedido se baseia em leis locais. Esta reportagem não localizou, até a publicação, decisão judicial específica determinando a remoção deste post.

A remoção repercutiu entre parlamentares. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) republicou o vídeo em seu perfil com a afirmação de que se tratava de censura do STF. O relato do próprio comentarista, no entanto, atribui a retirada à decisão da plataforma, e não a uma ordem do tribunal.
Nos comentários do vídeo, a apresentadora Penélope Nova afirmou ter passado pela mesma situação: “Aconteceu O MESMO comigo”, escreveu, em perfil verificado. Outros usuários relataram remoções semelhantes de conteúdo sobre atos do Supremo no período eleitoral. Esta reportagem não apurou individualmente cada um desses relatos.
Ao fim do vídeo, Joel Pinheiro diz não ver caminho para reverter a situação. “Decisão errada e eu não encontro um caminho pra questionar isso também”, afirmou. Na legenda da publicação, ele pediu a reversão da medida: “Nada na lei eleitoral proíbe a discussão de atos do Supremo. Meu post foi suspenso erroneamente e precisa voltar ao ar no Brasil”.
Com informações de agências
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