SANTIAGO (Chile) – Na última quinta-feira (16), às 1h39 (Brasília), decolou da Segunda Brigada Aérea o primeiro voo de deportação do governo José Kast, levando 40 estrangeiros expulsos por ordem administrativa ou judicial e marcando o início de uma política migratória mais dura no país.
- Em resumo: Governo chileno tira 40 imigrantes irregulares do país e promete acelerar novos voos de expulsão.
Como a operação foi conduzida
O Airbus da Força Aérea Chilena partiu carregando cidadãos com antecedentes criminais ou em situação documental irregular. Segundo o subsecretário do Interior, Máximo Pavez, o objetivo é “facilitar a saída de quem entrou de forma ilícita e reforçar o controle de fronteira”. Dados da Organização Internacional para as Migrações indicam que fluxos irregulares na América do Sul têm aumentado desde 2022.
Pavez adiantou que a pasta coordenará novos voos e intensificará revistas terrestres, consolidando a política anunciada como permanente tanto para rotas aéreas quanto fronteiriças.
“Vamos intensificar a saída de voos de expulsão e impedir a entrada de novos estrangeiros ilegais pelo norte”, declarou Máximo Pavez.
Pressão na fronteira e números crescentes
Somente no primeiro mês da gestão José Kast, 156 pessoas foram retiradas do país — alta de 33% ante igual período de 2022. Entre 11 de março e 11 de abril, a polícia registrou 2.100 entradas clandestinas, cerca de um terço do total de imigrantes sem documentação no intervalo.
Para conter a escalada, o governo assinou decreto que autoriza “barreiras físicas” na fronteira norte, onde se concentra o maior fluxo. O Chile soma 20 milhões de habitantes, dos quais 1,5 milhão são imigrantes, segundo dados oficiais.
Analistas veem na ofensiva chilena um sinal de que outros países da região podem adotar medidas semelhantes, num contexto de pressão econômica e debates sobre segurança interna.
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Crédito da imagem: Divulgação / Força Aérea Chilena




