Cegec registra queda de chuva em todo o estado: oito territórios mais secos que em 2025. Alto Sertão lidera perdas, com redução de até 30% (20-52 mm), atingindo cidades como Poço Redondo.
O segundo Boletim Técnico de Proteção e Defesa do El Niño, divulgado pelo Comitê Estadual de Gestão de Eventos Climáticos Extremos (Cegec), confirma que a falta de chuva já compromete diferentes partes de Sergipe. Em comparação com o mesmo intervalo de 2025, os oito territórios apresentam redução de precipitação, alguns deles com decretos de situação de emergência por seca ou estiagem.
De acordo com o documento, o Alto Sertão é a área mais vulnerável. A região registra diminuição de 30% no volume de água, com índices que variam de 20 a 52 milímetros. Municípios como Poço Redondo, Porto da Folha e Gararu enfrentam seca fraca, enquanto Canindé de São Francisco aparece com seca moderada. Ainda no Alto Sertão, Monte Alegre de Sergipe, Porto da Folha e Canindé de São Francisco mantêm decretos que reconhecem a emergência causada pela falta de chuva. Em Nossa Senhora da Glória, o decreto refere-se à estiagem.
O cenário de atenção se repete em outras regiões. No Agreste, as chuvas estão 29% abaixo do mesmo período do ano passado, e Frei Paulo, Carira e Nossa Senhora Aparecida permanecem sob decretos – dois por estiagem e um por seca. O Baixo São Francisco apresenta retração de 19% na precipitação; já o Sul contabiliza queda de 28%. Na Grande Aracaju, a diminuição atinge 30%, enquanto o Centro-Sul anota redução de 15% e mantém decretos em Poço Verde (seca) e Tobias Barreto (estiagem).
No Médio Sertão, a diferença negativa é de 4%. Não há decretos em vigor ali, mas o Cegec recomenda acompanhamento constante, pois o fenômeno climático pode ganhar força nos próximos meses.
Com o déficit hídrico instalado, a Operação Carro-Pipa da Defesa Civil Estadual intensifica o abastecimento em localidades que já decretaram emergência. O serviço visa suprir água potável a populações rurais e comunidades que dependem exclusivamente das precipitações para consumo e atividades agropecuárias.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial, o que altera padrões atmosféricos em diversas partes do mundo. Em Sergipe, os principais impactos listados pelo boletim incluem redução de chuvas, estiagem prolongada, risco de perda de safra, aumento de incêndios florestais e problemas de saúde associados ao calor excessivo.
Entre as orientações do Cegec estão: ingerir água regularmente, evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h, manter ambientes ventilados e dedicar atenção especial a idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. A população também é incentivada a poupar água em atividades domésticas e a evitar exercícios físicos de alta intensidade nos horários mais quentes do dia.
A Defesa Civil lembra que qualquer morador pode receber alertas gratuitos sobre riscos climáticos. Para isso, basta enviar o número do CEP por SMS para 40199 e aguardar a confirmação de cadastro. As informações oficiais são atualizadas em boletins periódicos, que ajudam agricultores, gestores municipais e cidadãos a planejar ações de prevenção e mitigação dos efeitos da seca.
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