A safra de laranja alcança o ponto alto em uma fazenda do interior paulista que abriga cerca de 600 mil árvores. Com chuvas bem distribuídas e clima mais seco ao longo do ciclo, os pomares exibem frutos de boa qualidade e enchem os produtores de otimismo.
O agricultor Augusto Blanco estima colher entre 700 e 800 toneladas na temporada 2024/2025, volume superior ao registrado no ciclo anterior, quando a produção ficou abaixo da metade. Segundo ele, a regularidade das precipitações foi decisiva. “Quando chove tudo de uma vez, a florada cai. Neste ano, a primeira florada sofreu com o calor, mas a segunda vingou bem”, relata.
A propriedade cultiva sete variedades — quatro precoces, uma intermediária e duas tardias — o que estende a colheita de maio até fevereiro ou março do ano seguinte. Essa diversificação, explica Blanco, assegura fornecimento quase contínuo ao mercado.
Já o produtor João Belarmino observa que a seca de 2023 reduziu sensivelmente o número de frutas nos pés. Com o retorno das chuvas no fim de 2024, houve uma segunda florada robusta, resultando em pomares “carregados” e expectativa de safra até 35% maior, mesmo com o preço da caixa em patamar mais baixo.
Apesar do cenário favorável, doenças como o greening continuam a limitar a expansão dos pomares, afetando oferta e preços. Novas áreas plantadas devem levar alguns anos para atingir a plena produção.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que São Paulo responde por mais de 70% da laranja colhida no país, reforçando a relevância da cultura para a economia regional.
Imagem: g1.globo.com
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Resumo: Com clima favorável e chuvas distribuídas, produtores paulistas esperam safra de laranja até 35% maior, apesar de desafios como o greening. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a matéria com quem se interessa pelo setor citrícola!
Com informações de g1.globo.com




