PIRACICABA (SP) – A carne suína voltou a ganhar espaço frente ao frango em outubro de 2025. Boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, divulgado em 17 de outubro, mostra que a queda nas cotações do suíno e a alta nos preços do frango devolveram competitividade ao produto de origem suína após meses de desvantagem provocada pelo surto de gripe aviária.
Efeito pós-gripe aviária
O desequilíbrio começou em maio, quando um foco de Influenza Aviária foi confirmado em granja comercial no Rio Grande do Sul. Em junho, o Brasil declarou-se livre da doença, mas o impacto sobre os preços do frango permaneceu até setembro. Com a retomada das exportações de frango à União Europeia e o aquecimento das vendas externas, o valor da ave subiu, enquanto o suíno recuou, favorecendo a troca entre proteínas.
Preços do suíno vivo
Segundo o Indicador Cepea/Esalq, as cotações médias do suíno vivo em outubro (parcial) ficaram em:
- Minas Gerais (posto): R$ 8,25/kg
- Paraná (a retirar): R$ 8,44/kg
- Rio Grande do Sul (a retirar): R$ 8,31/kg
- Santa Catarina (a retirar): R$ 8,30/kg
- São Paulo (posto): R$ 8,75/kg
Os valores representam retração em relação a setembro, quando o quilo chegou a R$ 9,60 em São Paulo.
Poder de compra do produtor
Com a desvalorização do farelo de soja — insumo essencial para ração — os criadores de suínos do interior paulista atingiram, em setembro, a melhor relação de troca desde dezembro de 2004. Cada quilo de suíno vivo vendido permitiu a compra de 5,57 kg de farelo, 54% acima da média histórica de 3,62 kg.
Exportações em alta
Entre janeiro e agosto, o Brasil embarcou 72% mais carne suína, passando de 7,7 mil para 13,3 mil toneladas. As Filipinas mantiveram a liderança nas compras desde fevereiro, enquanto o Chile assumiu a segunda posição em julho e agosto após reconhecer o Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica.
Tendência para o frango
Mesmo com o avanço da gripe aviária no primeiro semestre, as exportações de frango registraram, em setembro, o maior volume dos últimos 11 meses. A Secex aponta que, em outubro, o ritmo diário de embarques está 9,6% acima do mês anterior. Analistas do Cepea projetam recorde anual caso não ocorram novos focos da doença.
De acordo com o Ministério da Agricultura, a manutenção do status sanitário é fundamental para garantir o desempenho das exportações brasileiras de proteínas.
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Resumo: A queda nos preços do suíno e o avanço das exportações impulsionam a competitividade da carne suína, revertendo perdas causadas pelo surto de gripe aviária. Fique de olho nas atualizações e compartilhe esta notícia.
Com informações de g1
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