Com transmissão pela Globo, o Congresso Nacional retoma as atividades nesta segunda-feira (23) depois da pausa para o Carnaval, concentrando atenções no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, na proposta que substitui a escala de trabalho 6×1 por 5×2 e no avanço das CPIs que investigam irregularidades no INSS e no crime organizado.
CPI mira operações do Banco Master
Estava previsto para hoje o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à comissão que apura supostos descontos irregulares em aposentadorias. Após decisão do ministro do STF André Mendonça tornando a presença facultativa, o banqueiro cancelou a ida. No lugar dele, será ouvida a empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos, alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto em 2025.
Vorcaro também deve remarcar participação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde responderia sobre as operações que levaram à liquidação extrajudicial do banco em novembro passado. A CPI do Crime Organizado, por sua vez, discute nesta quarta-feira (25) a convocação do banqueiro, de sócios e de familiares de ministros do STF ligados ao caso.
Projeto pretende pôr fim à escala 6×1
Em ano eleitoral, a proposta que extingue a escala de seis dias de trabalho por um de folga ganhou prioridade. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o relator da PEC será indicado nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça. O texto prevê jornada de cinco dias de trabalho para duas folgas, sem redução salarial.
Representantes empresariais temem perda de competitividade caso a mudança avance, enquanto analistas alegam que mais descanso pode refletir em melhora da saúde e da produtividade dos trabalhadores.
Acordo Mercosul-UE em votação
Motta também antecipou para a próxima semana a apreciação do acordo Mercosul-União Europeia, que cria a maior área de livre-comércio do mundo. O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) foi escolhido relator da matéria, que ainda precisa passar pela Representação Brasileira no Parlasul, pelo plenário da Câmara e, em seguida, pelo Senado.
Fonte: Jovem Pan
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