O custo médio do m² em Sergipe foi de R$ 1.757,83 em julho, aponta o SINAPI. Houve alta de 8,4% em 12 meses e 0,8% sobre junho; no acumulado de 2026 o avanço é de 5% e o estado segue com o menor preço do país.
O custo médio da construção civil em Sergipe foi calculado em R$ 1.757,83 por metro quadrado (m²) no mês de julho. O valor, divulgado pelo Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), produzido pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal e analisado pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES, manteve o estado com o menor custo do país, embora registre avanço consistente ao longo de 2026.
Na comparação com julho de 2025, a elevação chegou a 8,4%. Já em relação a junho deste ano, o acréscimo foi de 0,8%. Com esses resultados, o acumulado de janeiro a julho de 2026 atingiu alta de 5,0%, ritmo que, ainda que moderado, ultrapassa a inflação oficial medida no mesmo período.
Sergipe permaneceu como a unidade federativa com o custo mais baixo, imediatamente seguido por Pernambuco, com R$ 1.784,98 por m², e Espírito Santo, com R$ 1.793,09. No outro extremo, os preços mais altos foram observados no Acre (R$ 2.303,57), em Santa Catarina (R$ 2.243,68) e em Rondônia (R$ 2.188,93). A variação entre o estado sergipano e o acreano, o mais caro do país, chegou a aproximadamente 31%.
Dos R$ 1.757,83 registrados em julho em Sergipe, R$ 1.031,11 corresponderam aos materiais de construção, representando 58,7% da composição final. A mão de obra respondeu pelos R$ 726,72 restantes, ou 41,3% do total.
O custo dos materiais apresentou aumento de 5,8% em relação a julho de 2025 e variação praticamente estável frente a junho deste ano, com leve avanço de 0,05%. Já a parcela dedicada à mão de obra avançou 12,4% na comparação anual e 1,8% no comparativo mensal, indicando pressão maior sobre os salários do setor do que sobre o preço dos insumos.
Especialistas do Observatório da Indústria avaliam que o desempenho reflete a combinação de negociações coletivas celebradas no primeiro semestre, valorização de itens básicos como cimento e vergalhões e ajustes graduais no mercado imobiliário sergipano. A expectativa é de que a curva de custos siga em trajetória de alta moderada até o fim de 2026, acompanhando a retomada de lançamentos e obras públicas no estado.
Apesar dos aumentos observados, o mercado local continua competitivo para construtoras e incorporadoras, uma vez que parte do encarecimento tem sido diluída por produtividade maior em canteiros e pela adoção de tecnologias que reduzem desperdícios. Ainda assim, o repasse ao preço final dos imóveis é visto como inevitável em determinados segmentos, especialmente em empreendimentos de padrão popular que trabalham com margens mais apertadas.
Para consumidores e investidores, o cenário sugere atenção redobrada ao planejar orçamentos, já que a tendência aponta para custos um pouco mais salgados nos próximos meses, mas ainda abaixo da média nacional.
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